Segunda-Feira, 27 de Março de 2017, 07h:44

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Advogado e comparsas acusados de sequestrar e torturar empresário vão a júri

Por: JESSICA BACHEGA

O advogado Wagner Rogério Neves de Souza, o empresário Nilton César Da Silva, vulgo “Cesinha” e Luiz Carlos Chagas Rodrigues serão submetidos a júri popular na comarca de Cuiabá. A decisão é da magistrada Mônica Catarina Perri, titular da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. O julgamento ainda não tem data marcada e o motivo da audiência é pelo homicídio que o trio cometeu contra o empresário Douglas Wílson Ramos, em 2015. 

 

Reprodução

empresario sequestrado - corpo encontrado

Corpo foi localizado dias após o crime

O jurista está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) e Nilton está detido na Penitenciária Central do Estado. O acusado Luiz Carlos também estava detido, mas teve a prisão preventiva revogada no último dia 16 e cumpre medidas cautelares até a data do julgamento. A juíza pondera que a situação dele é adversa dos demais, pois não há comprovação de que sua participação no crime, nem que tenha feito ameaças á vítima.

 

O trio é acusado de sequestrar torturar  e matar o empresário, que era proprietário de uma empresa de materiais para construção na Avenida Archimedes Pereira Lima, em Cuiabá. O corpo foi localizado dias após seu desaparecimento, já em avançado estado de decomposição nas proximidades da empresa Bom Futuro. 

 

Conforme apurou a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Nilton era sócio da vítima e ficou preso durante um período. Durante sua ausência a vítima cuidou dos negócios e teria desviado dinheiro da empresa para investir em empreendimento próprio. O suposto desvios motivou o crime.

 

O réu contou ainda que contratou Wagner para executar Douglas. A arma usada para executar o empresário pertence a Vagner, que atua em roubos de caminhões, que depois são clonados e têm as cargas revendidas.

 

Nilton e Wagner também são acusados de matar o traficante Anderson Ribeiro Taques, 34, em novembro de 2014.

 

O caso

O corpo do empresário Douglas Ramos Wilson foi encontrado por um funcionário da Fazenda Bom Futuro, em uma estrada de acesso. O cadáver estava decomposto e amarrado em uma cerca. Ele foi reconhecido pelo pai e a viúva, Sirlene Ramos, cuja irmã é casada com o principal suspeito de ter mandado assassinar Douglas –– Nilton César, vulgo Cesinha, 37 anos, já com prisão temporária decretada –– mas que está foragido.

 

O empresáiro foi levado por três homens que, na tese do delegado de Polícia Civil, Flávio Stringueta, teriam simulado um assalto à mão armada na empresa distribuidora de cimento da vítima.

 

Os acusados colocaram o corpo no bagageiro de um veículo gol e seguido para o local da desova. O corpo só foi localizado dias depois, em avançado estado de decomposição.

 

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