Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019, 10h:08

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MT pode receber parte de R$ 400 milhões para combater incêndios

Por: KHAYO RIBEIRO

O Estado de Mato Grosso é uma das nove unidades federativas cotadas a receberem um fundo de R$ 400 milhões para combate às queimadas na Amazônia Legal. O dinheiro é proveniente de recursos do fundo da Lava Jato.

queimadas

 Registro do combate às chamas realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar em uma das ocorrências em Mato Grosso

A quantia total destinada a cada estado ainda não foi acertada, mas o tema será discutido em uma reunião que será realizada nesta segunda-feira (16) entre o governador Mauro Mendes (DEM) e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.  

“Nesta segunda-feira teremos outra conversa com o ministro Ricardo que é para falar sobre o fundo da Petrobras que está programado para se liberar R$ 400 milhões para investir nos nove estados da Amazônia Legal com o objetivo de ajudar neste momento de grande dificuldade”, pontuou o chefe do Executivo estadual ao programa de entrevistas Bom Dia Mato Grosso.

A fala do governador também se direcionou sobre os investimentos do estado no que diz respeito à compra de equipamentos para combate aos incêndios, que estão batendo índices alarmantes neste ano como apontam os boletins técnicos especializados.

“Aqui no estado de Mato Grosso nós também decretamos emergência para que nós pudéssemos também rapidamente comprar alguns equipamentos, comprar diárias, alugar aviões. Enfim, aplicar todas as nossas forças necessárias com rapidez para combater esses incêndios a hora”, disse Mendes.

Outro ponto abordado pelo governador diz respeito às queimadas em áreas indígenas que, segundo Mendes, representam quase um quinto do total de ocorrências.  

“Terras indígenas é um problema sério, grave, praticamente 20% de todos os incêndios e focos de calor no estado de Mato Grosso tiveram origem dentro das terras indígenas. E o governo federal baixou um decreto dizendo que as queimadas estavam proibidas em todo o brasil, mas nas terras indígenas estavam liberadas e isso acabou se tornando um grande problema para Mato Grosso”, finalizou o governador.

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