Sexta-Feira, 30 de Junho de 2017, 07h:47

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Gaeco deflagra segunda fase da Operação Convescote; alvos são servidores do TCE e AL

Por: PABLO RODRIGO/MAX AGUIAR

Policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram na manhã desta sexta-feira (30) a segunda fase da Operação Convescote. Os alvos da operação são servidores públicos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), do Tribunal de Contas do Estado (TCE), além de empresários e funcionários de uma fundação de ensino de Cáceres, a 220 km de Cuiabá. No total são 13 mandados de busca e apreensão, todos assinados pela juíza Selma Arruda, titular da Vara de Combate ao Crime Organizado de Cuiabá. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

Gaeco

 

Nas primeiras horas da manhã os alvos já estavam recebendo ordens de prisão e condução coercitiva em seus desfavores. 

 

Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa.

Entre os alvos dos mandados estão servidores do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa, bem como funcionários do Sicoob e Faesp.

 

A ação do Gaeco pretende desarticular uma organização criminosa que saqueava os cofres públicos, especialmente recursos públicos da Assembleia Legislativa.

 

O desvio teria sido feito por intermédio da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faesp), que tem sede em Cáceres. A Faesp declarou que entregou todos os documentos requisitados pelo Gaeco e declarou que a instituição está cooperando para auxiliar na operação. Em Cáceres, o Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão.

 

Os conduzidos na operação serão levados para o prédio da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), do MPE, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. Segundo o dicionário, a palavra 'Convescote' significa piquenique.

 

 No dia 20 de junho o Gaeco deflagrou a primeira fase da Operação Convescote. Naquela oportunidade foram presas 11 pessoas sob suspeita de desvio de mais de R$ 70 milhões dos cofres públicos. 

 

Uma equipe do Fantástico da rede Globo está em Cuiabá acompanhando as ações desta segunda fase da operação. 

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1 Comentários

Oscar - 30/06/2017

São 50 milhões aqui, 70 milhões ali e chama a atenção porque são valores altíssimos, como então passam desapercebidos por quem os paga? Falta de controle, vista grossa ou incapacidade gerencial? Como os recursos públicos, são sempre escassos, fica muito dificil de acreditar que ninguém perceba tais sumidouros. Associando os desvios com as isenções fiscais, os cofres do estado tem dificuldade em honrar os seus compromissos básicos que são os serviços aos contribuintes e pagar seus servidores.

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