Sexta-Feira, 01 de Novembro de 2019, 11h:39

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MP investiga Adevair Cabral por exploração sexual de menor

Por: LUIS VINICIUS

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) investiga o vereador Adevair Cabral (PSDB) por crimes de favorecimento à prostituição, exploração sexual de vulnerável (menor de 14 anos) e crimes contra criança e adolescente. A denúncia anônima foi feita junto ao órgão no mês de agosto de 2017.

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 Clube Aspe

Além do vereador, foram denunciados Jaburitã Francisco Nunes e o ‘Clube Aspe’, onde os supostos crimes teriam acontecido. Por ter envolvimento de crianças e adolescentes, os detalhes da queixa não foram repassados pelo MPMT.

A Aspe é a Associação dos Servidores da Prefeitura e da Câmara Municipal de Cuiabá. Mas, mas está sediado no bairro Guarita II, entre o Chapéu do Sol e o distrito de Passagem da Conceição, na cidade de Várzea Grande.

O clube foi fundado por Adevair Cabral e já foi presidido pelo parlamentar. Na denúncia, o estabelecimento é citado como um possível local de “Casa de Prostituição”.

Depois do registro, o procedimento investigatório foi encaminhado à 5ª Promotoria de Justiça Criminal de Várzea Grande e depois à Polícia Civil. Atualmente o processo está nas mãos da promotora Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert.

A reportagem entrou em contato com a direção do clube, mas a gerência não quis se pronunciar.

Foto na cama

Na tarde de quinta-feira (31), Cabral registrou um boletim de ocorrência contra o seu colega de parlamento Abílio Brunini Júnior (PSC), denunciando-o por difamação e calúnia.

De acordo com o BO, Abílio estaria mostrando uma foto de Adevair "deitado em uma cama" para outros membros da Câmara Municipal. A acusação foi registrada na tarde desta quinta-feira (31), na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Cuiabá, localizada na Avenida Tenente Coronel Duarte.

Na queixa, Adevair afirma que Abílio disse que iria “expô-lo”.  O denunciante alega ainda que ficou sabendo da ameaça pelo próprio colega denunciado, há 30 dias.

O que dizem os citados

O HNT / HiperNotícias entrou em contato com o vereador Adevair Cabral e a assessoria da Câmara Municipal, mas as nossas ligações não foram atendidas.

Já Jubiratã, que é amigo de Adevair e administrador do clube, relatou que desconhece a denuncia e afirma que a queixa é uma forma de tentar denegris a imagem do vereador.

“A gente desconhece (a denúncia). É uma denúncia anônima, a gente não tem fundamentação, o clube é público, a gente é um ambiente aberto. Essa denúncia é evasiva. Eu não tenho nada que pronunciar, eu desconheço. Eu não conhecia (a denúncia) e nem o vereador. Eu vejo tudo isso como politicagem, eu não vejo nada demais, pois a denúncia para ser apurada. Eu acho que é politicagem.

O denunciado ainda disse que o procedimento investigatório é um discurso político.

“Colocarem ele (Adevair) em uma denúncia sem nem saber quem é o cara. Eu não estou nem entendendo para que tudo isso. É um discurso político. Tem caseiro meu lá que está trabalhando comigo há três anos, então ele pode contar a história, se é real, tem vizinhos, pode ir ver se tem baile funk, se lá tem prostituição. Lá só abre nos finais de semana, só para os associados. Eu não vejo como essa denúncia se procede. E pelo meu caráter, da minha família e do vereador, nós jamais iríamos nos envolver nisso.

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