Sexta-Feira, 15 de Setembro de 2017, 11h:15

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Perri diz que número de interceptações é "estarrecedor" e acolhe denúncia contra PMs

Por: JESSICA BACHEGA

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, relator do processo sobre os grampos ilegais existentes no Estado, acolheu a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e tornou réu os policiais  Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Barros, Januário Batista e Gerson Correa Junior.

 

Marcos Lopes/HiperNotícias

Orlando Perri/TJ/Reunião/vereadores

Desembargador Orlando Perri

A decisão foi divulgada no início da noite desta quinta-feira (14) e contou com o apoio dos demais magistrados que compõem o Pleno do Tribunal.

 

Os militares são acusados de compor grupo que promovia escutas ilegais no Estado. Tais interceptações atingiram políticos, médicos, jornalistas, advogados e foram autorizados pelo Judiciário por meio de esquema conhecido como “barriga de aluguel”.

 

O sistema consiste em inserir nome de alvos do grupo em inquéritos reais de investigações aleatórias. Houve números de telefone de interesse dos policiais que foram relacionados junto com telefones de traficantes, acusados de desvio de dinheiro e demais operações investigativas, a fim de conseguir autorização. Tais alvos nada tinham relação com os fatos investigados. 

 

De acordo com o relator da ação, a estimativa é que pelo menos 70 mil linhas telefônicas tenham sido interceptadas ilegalmente no estado. "É um volume estarrecedor", disse o magistrado.

 

As listas de interceptações foram repassadas pela empresas Claro, Tim e OI, ainda falta os ofícios com solicitações de grampos encaminhados à Vivo. 

 

Em seu voto, o desembargador Perri, ainda alerta quando ao uso abusivo da ferramenta de escutas nas investigações e ressalta a necessidade de um maior controle sobre seu uso.

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