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Justiça Domingo, 31 de Agosto de 2025, 15:45 - A | A

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Domingo, 31 de Agosto de 2025, 15h:45 - A | A

TERRITÓRIOS DE DIREITOS

Famílias de gleba buscam na Defensoria a esperança para permanecer na terra

Mutirão “Território de Direitos” aplica sistema que reúne dados sociais e produtivos para auxiliar em conflitos fundiários

DA REDAÇÃO

“Se eu chegar a perder o que tenho aqui, pra onde eu vou?” A pergunta de Luana Cristina Carvalho Souza traduz a angústia das cerca de 200 famílias que vivem na Gleba Santo Expedido, localizada na zona rural de Cláudia (567 km de Cuiabá). Desde 2017, ela mora no sítio que construiu com a ajuda de amigos, de onde tira seu sustento, mas agora vê na Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPE-MT) a última esperança de permanecer no local.

A comunidade, formada no início dos anos 2000, sobrevive da agricultura familiar com o cultivo de mandioca, arroz, pequi, caju e criação de animais como galinhas, porcos e peixes. Os moradores afirmam que a área é pública e lhes foi cedida, mas um grande proprietário de terras reivindica a posse, originando o conflito que hoje tramita na Justiça.

Em fevereiro deste ano, a Gleba recebeu o mutirão “Território de Direitos”, iniciativa da DPE-MT que aplicou o Sistema de Atendimento Fundiário (SAF). O instrumento coleta dados sobre cada família — como renda, documentação, número de moradores e produção agrícola — para subsidiar a atuação do poder público na defesa do direito à moradia.

Segundo o defensor público Fábio Barbosa, os processos de conflitos fundiários são longos e complexos, muitas vezes resultando em reintegrações de posse traumáticas. “O SAF nos permite mostrar a outros órgãos a necessidade de garantir direitos fundamentais dessas famílias. Se houver reintegração, que pelo menos os bens sejam preservados. O sistema busca proporcionar dignidade, ainda que não seja garantia de salvação”, explicou.

Além do trabalho em campo, a Defensoria lançou em agosto o documentário *Território de Direitos*, primeiro produzido pela instituição. O material retrata histórias de comunidades atendidas pelos mutirões, mostrando os impactos sociais da atuação da DPE-MT em áreas rurais e urbanas periféricas.

Com entrevistas e imagens captadas pela equipe de comunicação da Defensoria, o documentário busca dar visibilidade à luta de famílias como a de Luana, que resume em suas palavras o sentimento coletivo: “Isso aqui é tudo que eu tenho. Se eu sair daqui, não sei pra onde vou”.

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