Após o cumprimento dos 17 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, a Polícia Federal (PF) já apreendeu aproximadamente R$ 126 milhões somente em notas promissórias e cheques. Os números, confirmados pela PF, são referentes à quarta fase da Operação Ararath deflagrada nesta quarta-feira (19).
O balanço ainda é uma estimativa parcial da PF, pois ainda falta o levantamento das apreensões que ocorreram em Goiás, São Paulo e Distrito Federal. A expectativa é que a contagem total seja divulgada nesta quinta-feira (20).
Em Mato Grosso, foram cumpridos 16 mandados em Cuiabá e um em São José do Rio Claro (a 325 km da capital), conforme decisão exarada pelo Juízo da 5ª Vara da Justiça Federal.
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Durante a manhã, agentes da PF estiveram na residência do ex-secretário de governo, Eder Moraes, no condomínio Florais dos Lagos. No local, a PF apreendeu malotes com cheques e dinheiros.
Já na empresa Brisa Consultoria de propriedade do atual secretário-adjunto do Tesouro Estadual da Secretaria de Fazenda (Sefaz), Vivaldo Lopes, foram levados documentos referentes a Eder e ao time de futebol, Mixto Esporte Clube.
Também foi alvo de buscas, um escritório no Edifício Cuiabá Office Tower, na Avenida do CPA. De lá, os policiais levaram notebooks, documentos e contratos.
OPERAÇÃO ARARATH
A Operação investiga a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro. Em nenhuma das fases foi expedido pedido de prisão. A primeira, deflagrada em 12 de novembro de 2013, resultou em 11 mandados de busca e apreensão.
Já em 25 de novembro, quando teve início a segunda fase, outros sete mandados foram expedidos. Já na terceira, a PF concluiu sete em três cidades do Estado.
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Na ocasião, foram apreendidos documentos na residência do juiz federal Julier Sebastião da Silva, suspeito de ter, no exercício da magistratura, favorecido interesses da empresa Encomind – Engenharia, Comércio e Indústria Ltda.
Foram levados um notebook, tablet, celular, documentos e um veículo Pajero e o magistrado protocolou pedido solicitando a devolução dos bens que foi acatado pelo desembargador Luciano Tolentino Amaral, relator do Inquérito Civil da Operação Ararath no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
Agora, o magistrado busca o arquivamento do processo e o inquérito tramita sob sigilo.
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