Acontece nesta quarta-feira (5) a audiência de instrução sobre o incidente ocorrido no Shopping Pantanal, em Cuiabá, no dia 21 de junho de 2011, quando duas crianças morreram e outras duas se feriram em virtude de uma queda de 12 metros. Elas entraram em um ambiente não autorizado do shopping e caíram após a quebra do forro do andar em que está localizado o cinema do estabelecimento.
Às 14 horas, no Fórum de Cuiabá, todas as partes serão ouvidas, inclusive os enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Help Vida que foram chamados para prestar atendimento às crianças.
De acordo com o advogado das famílias, Marcelon Angelos Macedo, as crianças teriam se dirigido para o terraço do shopping com o intuito de fazer fotos da cidade e, segundo ele, nenhum segurança se fazia presente na praça de alimentação ou na porta de emergência por onde elas entraram.
“Ao caminhar sobre o telhado, uma telha rompeu e três menores caíram de uma altura de 12 metros, por volta de 11hs, dentro de uma sala de cinema. Nesse momento não havia nenhum segurança para orientá-los que ali era de proibida entrada”, relata o advogado, que representa a família de Keisa Siqueira de Oliveira, 12, e Marcelino Marques da Costa, mortos na queda.
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O advogado Marcelon também vai questionar a defesa do shopping sobre o atendimento médico prestado às vítimas. “Consta no inquérito policial que as vítimas jamais poderiam ser retiradas do local; ao contrário, os responsáveis do Shopping Pantanal deveriam acionar imediatamente o Samu, o que não ocorreu; pior, se negaram a informar a equipe medica do Help Vida, bem como do Samu, as circunstâncias do acidente, o que agravou sobremaneira o atendimento s vítimas`", diz o advogado.
"E eles não poderiam limpar o local do acidente sem autorização, mas a limpeza foi feita logo após a retirada dos menores, além do que o menor Marcelino ficou agonizando no chão e sem atendimento por mais de 40 minutos. Isso é negligência”, acusa Marcelon.
Em nota, o Pantanal Shopping informa que só se pronunciará após ser notificado oficialmente pela Justiça sobre a decisão da audiência de julgamento do processo.
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Flavio 05/02/2014
Além de não educarem os filhos, ainda querem ganhar um troco em cima da morte da filha, causada principalmente pela irresponsabilidade dos próprios pais. Se o telhado, de onde caíram, fosse o da própria casa, estariam jogando a culpa um no outro. Mas, como é do Shopping, a briga é pelo dinheiro que podem arrancar.
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