A Justiça Estadual, por meio do titular da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto, solicitou ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para que a transferência o ex-comendador João Arcanjo Ribeiro para Cuiabá seja prorrogado daqui a 360 dias.
A volta do comendador estava agendada para o dia 4 de fevereiro e ele seria encaminhado à Penitenciária Central do Estado (PCE). A decisão foi emitida pela juíza federal Juliana Maria da Paixão, de Porto Velho - Rondônia que negou o pedido para que fosse renovada a custódia de Arcanjo na Penitenciária Federal de Segurança Máxima do município.
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De acordo com o magistrado, a Justiça Federal só poderia indeferir a permanência do preso junto ao sistema prisional de segurança máxima caso apresentasse critérios objetivos, como a incapacidade de receber novos presos ou por justificar lotação máxima da penitenciária. O que não acontece.
Dessa forma, o magistrado recorreu ao STJ e quer a suspensão da transferência para que o Estado possa se organizar e realizar melhorias no presídio. “Em Mato Grosso não temos um sistema de segurança máxima e esse detento (Arcanjo) merece um cuidado diferente. Ele é de alta periculosidade”, afirmou o magistrado ao HiperNoticias.
Outra alegação do magistrado é que com a transferência para capital, o ex-bicheiro ficaria perto dos antigos comparsas como os condenados ex-cabo da Polícia Militar, Hércules Agostinho e Célio Alves. Os dois foram condenados pela participação da execução do jornalista e na época dono do jornal Folha do Estado, Sávio Brandão.
Além deste crime, Arcanjo participou das mortes de Mauro Sérgio Manhoso, Rivelino Jacques Brunini, Fauze Rachid Jaudy, Valdir Pereira, Leandro Gomes dos Santos, Celso Borges, Mauro Celso de Moraes entre os anos de 2000 e 2002.
O pedido deve ser analisado pelo STJ e o parecer deve ser emitido até o início de fevereiro, conforme o magistrado. Enquanto isso, o destino de Arcanjo segue como incerto.
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