Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 15h:09

Tamanho do texto A - A+

Vários segmentos concordam em contribuir com Fundo, diz Taques

Por: FELIPE LEONEL

O governador Pedro Taques (PSDB) rebateu afirmações sobre a resistência de grande parte dos segmentos econômicos em contribuir com o Fundo Emergencial de Estabilização Fiscal (FEEF). O FEEF deverá funcionar como uma forma de segurar ao Governo do Estado fluxo de caixa para pagamento de salários e fornecedores quando houver dificuldades orçamentárias. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

pedro taques

 

"Nós temos várias entidades que já concordaram com o Fundo, por exemplo: atacadistas; material para construção; álcool já concordaram. Várias entidades concordaram. O diálogo só pode terminar depois de nós estivermos roucos. Estamos conversando com vários setores para resolver isso", afirmou Taques, durante o evento GazetaAgro, realizado no Cenarium Rural, em Cuiabá. 

 

Pedro Taques ainda lembrou que, neste momento, MT tem aumentado a arrecadação. Neste mês, o Estado pagou 36 milhões de dólares ao Bank Of América referente a dívida dolarizada contraída pelo ex-governador Silval Barbosa (sem partido), além de pagar o salário dos servidores "rigorosamente" em dia. Ele ainda prevê que MT deixará a crise para trás. 

 

O governador Pedro Taques disse estar conversando com o setor produtivo, uma vez que podem contribuir em duplicidade com o Fundo. Também foi levantada a possibilidade de aumentar em 0,20 centavos dos combustíveis para contribuição ao Fundo. A proposta, entretanto, não agradou o sindicato do setor. Ainda segundo Taques, o projeto será apresentado depois de os interessados entraram em consenso.

 

"Na democracia, ao menos debater, nós podemos. Não caio em fofoca, fuxico, mexericos de grupos de WhatsApp. O nosso governo é um governo de diálogo, estamos conversando e nada será apresentado sem que nós tenhamos o debate e a consolidação desse debate", finalizou Pedro Taques. 

 

O Fundo foi proposto pelo governador Pedro Taques no começo dos trabalhos da Assembleia Legislativa como uma forma de garantir o pagamento de salários e outras despesas do Poder Executivo. Segundo uma estimativa do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), o FEEF iria gerar cerca de R$ 50 milhões ao mês. 

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei - 1