Quarta-Feira, 06 de Julho de 2016, 14h:01

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Governador diz que houve fraude na licitação do VLT: "é o maior escândalo de Mato Grosso"

Por: PABLO RODRIGO

O governador Pedro Taques (PSDB) revelou nesta quarta-feira (6), em entrevista ao programa Comando Geral, da TV Cuiabá, que as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das obras da Copa do Mundo e os estudos Procuradoria Geral do Estado (PGE) apontaram que houve fraude na elaboração do edital para a escolha da empresa que faria as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da qual o Consórcio VLT saiu vitorioso.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

pedro taques

Taques diz que há indícios de direcionamento na licitação das obras do VLT

“É preciso aguardar as conclusões dos estudos e do ótimo trabalho que a CPI das obras da Copa vem realizando, mas existem fortes indícios que tiveram fraudes na licitação para o VLT. Ela foi elaborada e direcionada para que um determinado grupo vencesse a concorrência. E diante disso dever haver punições. O VLT é o maior escândalo de Mato Grosso”, disse Taques.

 

Taques lembrou que pretende concluir parte da obra até 2018, apesar dos problemas e escândalos, mas não colocará nenhum recurso do Estado até que todos os problemas sejam sanados.

 

“Vamos terminar sim o VLT, mas não sem antes revelar todos os escândalos que aconteceram nessa obra. Eu casei com a viúva e tenho cuidar dos filhos dela, inclusive os filhos feios”, disse.

 

O governador lembrou ainda que a auditoria contratada pelo governo revelou que faltam R$ 600 milhões para concluir a obra e que o governo já conseguiu R$ 400 milhões para retomar as obras.

 

“De acordo com a consultoria encomendada, seriam necessários mais R$ 600 milhões para conclusão do VLT. Já o consórcio construtor quer R$ 1,2 bilhão. Então vamos aguardar o andamento das negociações na Justiça para definir isso. Conseguimos juntos ao governo federal R$ 400 milhões, ainda faltam R$ 200 milhões, mas não será investido nenhum real enquanto não resolvermos toda esta situação”, finalizou.

 

As empreiteiras que formam o Consórcio VLT são: CR Almeida S/A Engenharia de Obras, CAF Brasil Indústria e Comércio S/A, Santa Bárbara Construções S/A, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda.

 

O orçamento inicial para construção do VLT entre Cuiabá e Várzea Grande é de R$ 1,477 bilhão. Até agora, o Governo já desembolsou R$ 1,066 bilhão.

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3 Comentários

manoel germano de campos filho - 06/07/2016

Muito cuidado, esta havendo muito disque me disque sem comprovação e mesmo que tenha ocorrido corrupção como os fatos mostram mais infelizmente não apresentam provas. chamo atenção que deve-se administrar e fazer acontecer e deixa que os orgãos competentes façam a justiça prevalecer o resto é só bla bla. ser executivo e judiciário ao mesmo tempo algo vai dar errado. prende quem tem que prender mais termina as obras.

Carlos Nunes - 06/07/2016

Ih! Houve corrupção na Copa 2014 inteira, em todos os estados sede...todo dia o Jornal Nacional apresenta mais um corrupto: corrupção na construção das Arenas, vários ex-governadores pegavam de 1% a 20% de propina; corrupção nas obras da Copa; e no VLT também. O Fantástico, na matéria Cadê o dinheiro que estava aqui, mostrou o Éder Moraes dizendo que levaria R$ 5 Milhões na Arena Pantanal e mais R$ 5 Milhões no VLT (até agora a PF está correndo atrás para saber a conjugação do verbo - levaria ou levou). O maior erro foi terem deixado o Silval comprar as composições milionárias do VLT; só agora o ex-secretário da Secopa, Maurício Guimarães, contou, em seu depoimento, uma estória triste: sabe pessoal, o VLT do Porto em Portugal, que inspirou o VLT daqui (aquele em que foi uma comitiva de MT conhecer), dá ao governo português anualmente um prejuízo de 1 Bilhão de Reais. Pelo menos admitiu que VLT dá prejuízo, e não é piada de português infelizmente, senão a gente até podia rir. Aqui em Cuiabá não tem ainda demanda suficiente de passageiros, então o VLT vai ter prejuízo sim; e ainda vai acabar implodindo o já precário sistema de ônibus. Aonde passará o VLT, não passará mais ônibus (Várzea Grande-CPA, Centro-Coxipó), mas os ônibus trarão centenas de passageiros dos incontáveis bairros e despejarão nas Estações do VLT. Será que os ônibus terão o mesmo lucro suficiente para cobrir os seus custos; ou com isso o lucro vai cair bastante - o preço da passagem será rateado entre ônibus e VLT, talvez não cubra os custos nem de um, nem do outro. Haverá desemprego de motoristas de ônibus, micro-ônibus, funcionários? As composições articuladas do VLT poderão transportar até 400 pessoas cada vez...quem é que vai pegar mais ônibus? Só dos bairros às Estações do VLT. Se tiver 4 composições articuladas dá para transportar 1.600 pessoas cada vez - não tem 1.600 pessoas cada vez esperando nos pontos, pois a demanda é insuficiente. Todos esses problemas e muitos outros tem que ser vistos antes de começar a abrir a cidade. Dá até medo deixar abrir Cuiabá; é uma obra muito grande, que ainda dá prejuízo. Caberá ao governo complementar com dinheiro público, para cobrir os custos e os prejuízos do VLT mensalmente...até que um dia diga: não tem mais dinheiro para complementar nada. Aí o VLT para, pois o povo jamais aceitará um preço da passagem caro...hoje R$ 3,60 já é muito. Ih! essa novela ainda vai longe. O ruim é que os políticos passam, e o abacaxi fica.

M. Mattos - 06/07/2016

Só o governador Taques acreditava que a licitação do VLT não tenha sido dirigida. À época, foi denunciada uma propina de R$ 80,0 milhões denunciada por um assessor da vice governadoria de que houve fraude na licitação.O ex-governador Silval nomeou um delegado à época para apurar o fato em 60 dias que até hoje não apurou nada, advinha o porquê. Basta ver as empresas empreiteiras que formam o Consórcio vencedor da licitação do VLT que são: CR Almeida S/A Engenharia de Obras, CAF Brasil Indústria e Comércio S/A, Santa Bárbara Construções S/A, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda., sendo que a CR Almeida está envolvida até o pescoço na operação Lava Jato e a CAF Brasil é a empresa envolvida no escândalo de corrupção do Metrô de São Paulo e é a fabricante dos trens e vagões do VLT mato-grossense. Só não enxerga a marmelada quem é cego ou está comprometido com a corrupção. Portanto, governador, sai dessa que é fria já que R$ 600,00 milhões não dá nem para pagar o que o governo deve ao consorcio que quer no mínimo R$ 1,2 bilhão a mais para concluir a obra o que no meu entender é ainda insuficiente.

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