Quarta-Feira, 08 de Agosto de 2018, 18h:30

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Empresários presos teriam participado de desvio de mais de R$ 40 mi

Por: ANA FLÁVIA CORRÊA E KHAYO RIBEIRO

A Operação Grão de Ouro, deflagrada pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MP-MS) investiga um esquema de sonegação fiscal que teria gerado ao erário o dano de mais de R$ 40 milhões. 

 

Reprodução

cristiane mourao

 Promotora informou desvios em coletiva

Em Cuiabá, foram detidos preventivamente, nesta quarta-feira (8), os empresários Victor Augusto Saldanha Birtche e Flávia de Martin Teles Birtche no condomínio de luxo onde moravam. Eles passaram por audiência de custódia e, segundo o coordenador do Gaeco, Marcos Bulhões, “após a audiência, eles foram encaminhados para o Centro de Custódia da Capital (CCC)”. Eles são donos da empresa Efraim Agronegócios. 

 

A promotora Cristiane Mourão, do MP-MS, explicou que as investigações começaram em 2016, provocadas pela Secretaria de Fazenda. O esquema consistia na sonegação de tributos estaduais, principalmente no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 

 

Em Cuiabá, a empresa Efraim Agronegócios era responsável por fraudar as notas fiscais alegando que a mercadoria sul-mato-grossense era originária de Mato Grosso. Com isto, ao ser exportada para São Paulo, não era necessário o pagamento do imposto.  

 

De acordo com o MPE de Mato Grosso do Sul, o núcleo do esquema era dividido em cinco, composto por: corretores, produtores rurais, transportadores, empresas que emitiam notas falsas e servidores públicos.  

 

Foram emitidos três mandatos de prisão para Cuiabá, mas o terceiro alvo não foi localizado. 

 

Grão de Ouro 

 

O Ministério Público Estadual (MPE) de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Representação ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Grãos de Ouro nesta quarta-feira (8) que visa investigar esquemas de sonegação fiscal no mercado de grãos.  

 

Em Cuiabá, foram cumpridos dois mandatos de prisão preventiva. Ao todo, no entanto, foram 32 mandatos de prisão e outros 104 de busca e apreensão em Estados como Mato Grossos do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 

  

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