Sábado, 05 de Maio de 2018, 12h:00

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Aumento de produção no campo gerou mais empregos na indústria têxtil

Por: DÉBORA SIQUEIRA - ESPECIAL PARA O HIPERNOTÍCIAS

Maior produtor de algodão do país, Mato Grosso deve aumentar 16,2% a produção e o Instituto Mato-grossense de Economia (Imea) projeta uma demanda para safra 2017/2018 de 540,5 mil toneladas de pluma produzida no estado para abastecer o mercado nacional. O que tem sido bons aos produtores em produtividade e rentabilidade chega a indústria, um dos setores que mais geram empregos no país. 



Reprodução

algodão

 

Tanto o setor de fabricação de produtos têxteis, quanto o de confecção de artigos de vestuário e acessório apresentaram saldo positivo, somando-se 59,9 mil empregos no Brasil no mês de março, o que representa um crescimento de 4% em relação ao mês de fevereiro, de acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério de Trabalho e Emprego. 



Em Mato Grosso foram gerados 65 novos postos de trabalho no mês de março. No saldos dos últimos 12 meses cerca de 267 pessoas ingressaram no setor, gerando 2.958 trabalhadores na indústria têxtil estadual.



No primeiro trimestre de 2018, quando foram abertos 14.750 empregos no setor têxtil brasileiro, o desempenho registrado foi o terceiro melhor de toda a indústria de transformação. Em 12 meses, quando foram registradas 223.367 novas vagas em todo o País, e o setor foi o responsável por 3.447 contratações, devolvendo parte das 10.432 vagas perdidas nos 12 meses diretamente anteriores.



Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, o crescimento no número de vagas abertas pelo setor é positivo, mas não deve ser visto com euforia.



"Apesar de um início de ano difícil, com o mercado morno por causa do consumo e o grande crescimento das importações, a indústria têxtil e de confecção tem mostrado uma resiliência muito grande ao gerar postos formais de trabalho. Isso é algo a ser comemorado, mas precisamos manter a cautela porque o consumo não está crescendo intensamente até o momento, e os importados, que competem de forma desigual com a indústria brasileira, vieram com muita virulência ocupar o espaço do produto nacional".


Subprodutos do algodão 

As cotações dos subprodutos de algodão em MT têm registrado quedas consecutivas mesmo neste período de entressafra, dado o recorde de oferta na safra e amplos estoques na safra 2016/17. 

Desta forma, a torta de algodão, sendo um dos ingredientes que compõem a ração de bovinos, com teor de proteína semelhante ao de farelo de soja, encontra-se 69% mais barata em relação ao farelo da oleaginosa. No comparativo anual o preço da torta recuou expressivos 52,3%, enquanto que o farelo de soja subiu 46,9%. 

Ainda que exista um limite para o fornecimento de torta de algodão a bovinos, este panorama de preços chama atenção ao pecuarista neste momento em que as compras para os confinamentos se intensificam no Estado. O Imea alerta ao cotonicultor para aproveitar as oportunidades, pois, historicamente com a entrada da nova safra, os preços tendem a recuar aos observados no período de entressafra.

 

 
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