Quarta-Feira, 19 de Junho de 2019, 18h:00

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Assof diz que prisões de militares foram equivocadas e que coronel sabia da ação na PCE

Por: LUIS VINICIUS

O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof-MT), tenente coronel Wanderson Nunes de Siqueira, defendeu os três policiais militares presos, na manhã de terça-feira (18), suspeitos de facilitarem a entrada de celulares, na Penitenciária Central do Estado (PCE).

 

Marcos Lopes/HiperNot?cias

PM/greve/policia/reuni?o/governo/Wanderson Gomes de Oliveira

 Presidente da Assof, Wanderson Nunes de Siqueira

Por meio de nota divulgada na tarde desta quarta-feira (19), o oficial disse que as prisões do tenente Cleber de Souza Ferreira, o subtenente Ricardo de Souza Cavalhaes de Oliveira e o cabo Denizel Moreira dos Santos Júnior  foram equivocadas e que o comandante do Comando Regional de Cuiabá, Wankley Correa Rodrigues, sabia do serviço de inteligência que estavam sendo realizado na unidade penitenciária.

No comunicado, Wanderson alega que os militares estavam em “missão” de investigação de supostas ações criminosas que estavam “prestes a ocorrer”.

“Em conversa com os militares, verificamos que na verdade, a prisão deles teria ocorrido por um equívoco, pois o que eles teriam ido fazer na unidade prisional era se reunir com o reeducando para colher informações de ações criminosas que estariam prestes a ocorrer em Cuiabá”, diz parte do comunicado.

O tenente coronel afirma que os policiais já haviam participado de outras ações de Inteligência contra o tráfico de drogas.

“É importante registrar que esses militares já atuaram em diversas operações com apreensão de drogas e armas, bem como na prevenção de assaltos a estabelecimentos comerciais”, explicou.

Por fim, o presidente afirma que os policiais presos são bons profissionais e que não possuem desvio de conduta em sua carreira militar. 

“Os três policiais militares são considerados profissionais sérios, responsáveis e em suas fichas funcionais não existem registros de desvios de conduta. É importante registrar, que segundo o Tenente S. Ferreira, a atuação dele e dos demais policiais militares no caso concreto, era de conhecimento dos seus superiores hierárquicos, tanto no batalhão quanto no comando regional”, concluiu.

 

Veja a nota na íntegra

Prezados (as) associados (as) na manhã desta terça-feira (18/06), tomamos conhecimento pela imprensa que a Polícia Civil através do GCCO teria realizado uma operação em cumprimento a mandados de busca e apreensão e de prisão temporária de 02 agentes prisionais, 02 reeducandos e 03 policiais militares, dentre eles, um Oficial.

Imediatamente, mesmo não tendo sido acionados, deslocamos para o GCCO/Polícia Civil a Tenente Coronel PM Fernanda – Diretora Jurídica da ASSOF e o Dr. Ale – advogado, para verificar quem era o Oficial e do que se tratava a acusação que lhe estava sendo imputada.

A nossa equipe jurídica foi até o GCCO e posteriormente ao Fórum de Cuiabá acompanhar a audiência de custódia dos detidos. Nos locais verificamos que os militares presos se tratavam do Tenente PM Cleber de Souza Ferreira (3º BPM), Subtenente Ricardo de Souza Carvalhaes de Oliveira (ROTAM) e Cabo PM Denizel Moreira dos Santos (ROTAM), todos atuando no serviço de inteligência da Polícia Militar.

A representação da Polícia Civil encaminhada a justiça, dava conta de que os 03 militares em associação com os agentes prisionais, teriam se organizando para fazer adentrar ao Presídio do Carumbé, um freezer recheado de aparelhos celulares. Como prova do alegado, o GCCO anexou na representação áudios e vídeos do sistema de CFTV do Carumbé, que mostravam os militares adentrando a unidade prisional e se reunindo com o diretor do presídio e um reeducando.

Em conversa com os militares, verificamos que na verdade, a prisão deles teria ocorrido por um equívoco, pois o que eles teriam ido fazer na unidade prisional era se reunir com o reeducando para colher informações de ações criminosas que estariam prestes a ocorrer em Cuiabá. É importante registrar, que esses militares já atuaram em diversas operações com apreensão de drogas e armas, bem como, na prevenção de assaltos a estabelecimentos comerciais.

Os três policiais militares são considerados profissionais sérios, responsáveis e em suas fichas funcionais não existem registros de desvios de conduta. É importante registrar, que segundo o Tenente S. Ferreira, a atuação dele e dos demais policiais militares no caso concreto, era de conhecimento dos seus superiores hierárquicos, tanto no batalhão quanto no comando regional.

A Associação dos Oficiais informa que o Tenente S. Ferreira está recolhido no 3º Batalhão e está sendo acompanhado por um advogado escolhido e contratado por ele e que, apesar de ele não ser associado da ASSOF, continuaremos acompanhando o caso, sempre zelando pelo respeito às prerrogativas e garantias de nossa carreira.

 

Prisões

Além dos militares, foram presos os diretores da Penitenciária Central do Estado (PCE), Revétrio Francisco da Costa e o subdiretor Reginaldo Alves dos Santos.

 

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