Sexta-Feira, 16 de Junho de 2017, 07h:44

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Chico Lima trabalhava exclusivamente para o grupo e Silval pagou R$ 10 mi a Piran

Por: JESSICA BACHEGA

Apesar de negar qualquer envolvimento com o esquema criminoso investigado na Operação Sodoma, o ex-procurador do Estado Francisco Andrade de Lima “Chico Lima”, é acusado de ser autor de pareceres favoráveis ao grupo. Um dos exemplos é a desapropriação do imóvel do loteamento Jardim Liberdade. Segundo as investigações, o esquema foi iniciativa do procurador. Parte do dinheiro da desapropriação foi destinado ao empresário Valdir Piran.

 

Rogerio Florentino / Olhar Direto

francisco gomes andrade lima

 

O Estado pagou R$ 31 milhões pela desocupação do terreno. Do valor, R$ 15 milhões voltaram para o grupo por meio de pagamento superfaturado à empresa Santorini Empreendimentos LTDA. A ação é investigada na terceira fase da Operação Sodoma.

 

Conforme Silvio César Correa, que também é réu na Operalçao Sodoma, Chico Lima que o procurou, em 2014, dizendo que teria uma desapropriação “interessante” ao governador. Pediu, ainda, que ele encaminhasse um ofício requerendo o parecer para a desapropriação e que ele iria providenciar a documentação.

 

“Embora negue ter recebido parte da propina decorrente deste esquema, confessa que tinha ciência que se tratava de desvio de dinheiro público”, diz trecho da decisão.

 

O ex-assessor conta, também, em seu depoimento que certo dia Silval Barbosa confidenciou á ele que teria usado R$ 10 milhões do dinheiro desviado na desocupação para quitar dívida com o empresário Valdir Piran, que havia investido recursos em sua campanha para governador em 2010.

 

Ressalta ainda que Chico Lima era incumbido de tratar de pareceres e processos de interesse do então governador e que trariam maior retorno financeiro ao grupo. As demais ações eram tratadas por outra procuradora.

 

O réu nega que tenha favorecido empresas na concessão de incentivos fiscais em troca de pagamento de propina à organização criminosa. Narrou ainda que ficou sabendo do fato após a realização da primeira fase da Operação. Assuntos de incentivos eram tratados por Silval e Pedro Nadaf.

 

Aprovação do Condes

 

Silvio relata que fazia parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Condes) junto com outros secretários e que as despesas relacionadas a organização criminosa eram aprovadas por ele, independente de ter havido discussão sobre o tema.

 

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