Quarta-Feira, 13 de Março de 2019, 18h:01

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Vigilância confirma morte de dois macacos por febre amarela na UFMT

Por: KHAYO RIBEIRO

A Unidade de Vigilância em Zoonoses divulgou o laudo que atesta a morte de dois macacos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) como tendo sido causada por febre amarela. Os primatas morreram em dezembro de 2018, mas o resultado da perícia só foi liberado essa semana. Em resposta à divulgação, a Prefeitura de Cuiabá apontou que “não há motivo para preocupação”, uma vez que a Capital passou por intensas campanhas de vacinação.

Reprodução

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Conforme informações do laudo, os macacos contaminados com febre amarela eram das raças Sagui e Macaco-da-Noite. A demora dos resultados laboratoriais decorre, como apontado no documento, pelo cumprimento do protocolo estipulado pelo Ministério da Saúde – que exige que o diagnóstico seja realizado em laboratório de referência regional, no caso o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará.

Por meio de nota, a comunicação da Prefeitura esclarece que: “A transmissão entre macacos e deles ao homem acontece em ciclo silvestre e não por meio do mosquito Aedes aegypti. Desde de que houve a remoção desses animais foi feita a captura de mosquitos e uma pesquisa entomológica. Não foi encontrada a espécie que faz a transmissão em ciclo silvestre”.

O resultado do laudo confirma o parecer da Prefeitura, comentando que foi cumprido todo o protocolo de vigilância relativo ao caso.

A nota da prefeitura pode ser conferida na íntegra abaixo.

Em relação ao documento que a Vigilância em Zoonoses mandou para a Universidade Federal de Mato Grosso informando que os 2 primatas encontrados mortos no campus no mês de dezembro estavam infectados com febre amarela, a Secretaria Municipal de Saúde informa que:

- O documento foi encaminhado para a UFMT para que seja divulgado para os alunos e a população;

- Não há motivo para preocupação porque no ano passado (2018) foi realizada uma intensa campanha contra a febre amarela e quem já foi imunizado não corre mais o risco de ser infectado;

- Na época foram prestadas todas as orientações e, devido ao fato de Cuiabá ser uma área de recomendação de vacinação, a população está bem coberta;

- A transmissão entre macacos e deles ao homem até hoje acontece em ciclo silvestre e não por meio do mosquito Aedes aegypti. Desde que houve a remoção desses animais foi feita a captura de mosquitos e uma pesquisa entomológica. Não foi encontrada a espécie que faz a transmissão em ciclo silvestre;

- Basta ter tomado uma dose de vacina para estar protegido. O único cuidado que se deve ter é em casos de alunos de áreas não vacinadas;

- A vigilância realizada no município com os Primatas Não Humanos – PNH é realizada justamente para evitar que a doença chegue ao homem e tem sido muito bem sucedida. Semanalmente acontecem reuniões em sala de situação para discutir este e outros agravos.

Credito: Reprodução
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