Segunda-Feira, 03 de Julho de 2017, 08h:41

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Governo espera liberação R$ 62 milhões até o fim do ano para regularização fundiária em área de chacina

Por: JESSICA BACHEGA

Até o fim do ano deve ser iniciado o processo de regularização fundiária da Gleba Taquaruçu, no município de Colniza (distante 1.065 km da capital, Cuiabá).

 

Alan Cosme/HiperNoticias

Suelme evangelista

 Suelme Evangelista, secretário de regulação fundiária

É esperada a liberação de R$ 62 milhões para que sejam iniciados os trabalhos de medição da comunidade. O Instituto Mato Grossense de Terras (Intermat) e o Ministério Público Estadual (MPE) estão com os trabalhos intensificados na região que foi palco de chacina que vitimou nove trabalhadores rurais.

 

Segundo Suelme Evangelista, secretário de Estado de Agricultura Familiar e Regulação Fundiária, há uma força tarefa para a regularização das terras que foram o motivo das mortes no norte do Estado. “Estive em uma audiência no Amazonas e acredito que iremos conseguir um recurso considerável para a medição das terras. Se não houver o efetivo direito com o título da terra sempre vai haver conflito”, ressalta.

 

Conforme disse, são mais de três milhões de área pública, no Amazonas, que precisam ser regularizadas. “Tem áreas que são de preservação e quando vai até o local tem pessoas morando lá”, afirma.

 

Para o secretário, a situação da Gleba Taquaruçu não é diferente de tantas outas comunidades rurais e só será resolvido com o trabalho conjunto entre o governo Federal, Estado e Município e com recurso para o georeferenciamento para a delimitação e regularização das áreas. A gleba é área da União, mas 130 família residem na comunidade.

 

Suelme ressalta que até o fim do ano devem ser liberados R$ 62 milhões para a contratação de terceirizadas para a realização da medição das áreas, realização do cadastro social e efetivar a regularização da área.

 

Além do trabalho para definir as áreas e de quem é a responsabilidade, equipes de segurança continuam na gleba para garantir a segurança no local que é corriqueiramente cenário de disputas por terras. 

 

A chacina

 

No mês de abril, seis trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados na gleba. Devido ao difícil acesso, os corpos só foram resgatados dois dias depois, já em estado de decomposição.

 

A polícia informou que seis capangas, contratados por empresários, e armados com armas de grosso calibre, passaram pelo local atirando contra as vítimas. 

 

No dia da chacina, os acusados Pedro Ramos Nogueira, Paulo Neves Nogueira, Ronaldo Dalmoneck e Moisés Ferreira de Souza, a mando de Valdelir João de Souza, foram até a Linha 15, munidos de armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento. Todos foram presos.

 

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