Quinta-Feira, 13 de Dezembro de 2018, 08h:00

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Riscos da Terapia de Regressão

Regressão reencarnacionista não é um passeio turístico por vidas passadas

Por: EMANUELLE CALGARO*

Arquivo Pessoal

Emanuelle Calgaro

Emanelle Calgaro

 

Quando algumas pessoas perguntam se a Terapia de Regressão é perigosa, se a pessoa pode ficar lá na vida passada que acessou, se tem riscos, nós respondemos que SIM, e isso pode parecer paradoxal dito por profissionais que trabalham com a Psicoterapia Reencarnacionista, na qual uma das principais ferramentas é justamente a Regressão.

“Ficar lá” significa “ficar sintonizado lá”. Alguns terapeutas mal preparados, imediatistas ou mal-intencionados, acham que Regressão é só a pessoa deitar, relaxar, e começar a recordar vidas passadas, como se fosse um turismo por vidas passadas. Recordar é uma coisa, uma Terapia da Memória é outra. Se o processo não for bem conduzido, o prejuízo pode ser enorme para a pessoa e para o terapeuta, principalmente do ponto de vista kármico. Os riscos da Regressão podem ser classificados em 5 grupos:

1 - Físico: Nesse grupo enquadram-se as pessoas com problemas cardíacos, que já apresentaram quadro (s) de enfarte do miocárdio, já apresentaram algum acidente vascular cerebral (hemorrágico ou isquêmico) e/ou sofrem de hipertensão arterial sem controle médico. Nas pessoas muito idosas deve-se avaliar a equação risco/benefício para a realização de regressão. Nas gestantes, idem. Para minimizar ao máximo esse risco, entregamos para a pessoa em sua 1ª consulta a Ficha de Identificação/Doenças/Tratamentos onde constam esses riscos físicos. Se necessário, caso haja algum impedimento à realização da Regressão, podemos utilizar a RAD (Regressão a Distância), presencial no Tratamento.

2 - Psicológico: São os casos das Regressões dirigidas pelo terapeuta em que a pessoa corre o risco de acessar informações que não deveria acessar, que seus Mentores Espirituais não gostariam que acessasse, mas, pelo seu estrito respeito ao Livre Arbítrio, permitem que seja acessado. Por exemplo: um pai, preocupado com o fato de um de seus filhos parecer odiá-lo, procura um terapeuta de regressão que comanda a Terapia, que atende os desejos e os anseios das pessoas, e ele é incentivado a encontrar em outra encarnação um fato que explique isso. O pai pode encontrar uma situação em que matou seu filho, ou seu filho era uma mulher e foi por ele estuprada etc. Imaginem como fica esse pai? Como fica a sua mágoa, a sua raiva, em relação ao seu pai? Isso é um grande malefício do ponto de vista psicológico e um grave equívoco do ponto de vista ético. Uma parcela dos terapeutas no Brasil e no mundo trabalha assim.

3 - Terapêutico – Os riscos aí são muito grandes pois “Onde termina a regressão, fica a sintonia”. A pessoa acessa uma encarnação passada, está recordando uma situação traumática e vai para outra encarnação, se o terapeuta permite isso, ela fica sintonizada lá naquela situação anterior, é o temor que algumas pessoas têm de “ficar lá”. Outro risco é, ao final da Regressão, a pessoa referir cansaço, dor de cabeça, frio, tristeza etc., e o terapeuta interpretar isso como “catarse” ou “limpeza” e a pessoa está indo para algum lugar ruim ou outra vida passada onde estava sentindo-se assim, e ficar, então, lá sintonizada.

4 - Kármico: Nesse grupo enquadram-se as Regressões do grupo anterior e também as que promovem o reconhecimento de pessoas, em que o terapeuta acredita que essa informação será importante para o processo terapêutico, e é uma grave infração à Lei do Esquecimento. Uma parcela dos terapeutas de regressão no Brasil é espírita, mas alguns incentivam o reconhecimento, infringindo essa Lei. Outro risco ético é o terapeuta ter o comando e atender o desejo da pessoa, o que ela quer saber, ou o próprio terapeuta decidir o que a pessoa deve acessar: em ambos os casos pode não ser o desejo do Mentor Espiritual da pessoa, e a situação que a pessoa acessará não era permitido kármicamente, o  que trará prejuízos para a pessoa e para o terapeuta. E esse terá de responder por isso mais tarde.

5 - Espiritual: As Regressões devem, obrigatoriamente, terminar apenas quando a recordação já alcançou o Ponto Ótimo para evitar que um ou mais Espíritos do passado possam vir, através da Brecha aberta pela Regressão, e passar a obsediar a pessoa ou o terapeuta. Pode ser um inimigo do passado, pode ser um companheiro etc., mas também pode ser o próprio personagem daquela vida passada que vem para o momento atual (auto-obsessão) e fica junto ao personagem atual. Para evitar esse risco, a recordação não deve terminar quando ainda estava na vida passada ou no pós-vida vendo uma luz ou sentindo um alívio, muito menos quando recorda que morreu e foi para um lugar escuro, ou está flutuando no Astral intermediário, também não quando recém recordou que chegou ao Mundo Espiritual, foi para um hospital ou está em um jardim ou está vendo pessoas, mas ainda sente o que sentia na Terra (sentimentos, dores etc.).

Esse assunto é muito sério e a recomendação do Mundo Espiritual quanto a esses cuidados foi feita aos Psicoterapeutas com extrema severidade para que seja respeitado!

(*) EMANUELLE CALGARO é Psicoterapeuta Reencarnacionista formada pela Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista – ABPR. E-mail: emanuellecalgaropr@gmail.com

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