Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 09h:42

Tamanho do texto A - A+

Do orfanato ao Red Carpet

Por: PRI PREVIATO*

Divulgação

Pri Previato_inerna


A mulher considerada como a mais elegante do mundo merece ser observada por uma ótica muito além do óbvio, por uma ótica em que se exalta uma vida de lutas, de visão de futuro, em que o sucesso é nada além de uma consequência do amor e dedicação a um objetivo. Essa mulher deve ser olhada como força feminina que perseguiu seus sonhos e tinha como escopo principal proporcionar conforto e elegância em um mesmo look.

O assunto é relevante em uma época em que a moda se transforma, ou seja, nos dias atuais a moda que “agrada” é aquela que visa todos os públicos, todos os gêneros e respeita o planeta; a moda que exalta a luta daqueles que passam horas e horas, finais de semana, buscando encontrar realmente o melhor e não apenas produzir grandes escalas sem carinho e cuidado e, ainda, desvalorizando mão de obra.

Coco Chanel viveu em um orfanato após a morte de sua mãe. Lá ficou até seus 20 anos de idade, quando resolveu buscar a vida que sempre quis. Trabalhou em vários ramos, mas a verdadeira paixão dela era evidente!

Gabriela Chanel teve, sim, vários amantes, como dizem por aí, e, sim, um deles bancou algumas de suas coleções, e sabe o que ela fazia? Devolvia cada centavo emprestado assim que a coleção era lançada e obviamente fazia um grande sucesso.

A marca teve início com uma pequena venda de chapéus confeccionados por ela e se perpetua até hoje após sua morte. Por quê? Porque ela lutou diariamente e trabalhou com amor, colocou o objetivo profissional como prioridade.

Chanel nunca se casou, era apenas amante, pois era considerada uma mulher muito à frente da sua época, e os homens não se interessavam por mulheres independentes e donas do próprio nariz. Ela não amou? Sim, há vários indícios de que sim, mas a paixão pela moda e dedicação pelo trabalho sempre estiveram em primeiro lugar!

Chanel construiu seu império buscando trazer conforto para as mulheres que naquela época tinham a obrigação de ser necessariamente femininas, sem ninguém pensar em como estavam se sentindo “esmagadas” e “presas” dentro das vestimentas consideradas “adequadas”. Ela foi a grande libertadora dos corpetes insuportáveis, dentre outros apetrechos nada práticos da época.

Reprodução / Instagram

Chanel


Por que ela tinha esse foco? Ela tinha objetivo de mercado, enxergava as oportunidades e em meio a Guerra, sabia que as mulheres precisavam ter mais comodidade para executar tarefas que antes não eram consideradas femininas. E, acima de tudo, entendia que a indústria têxtil estava na contramão da evolução, tratando a moda como descartável, mesmo sendo uma época em que o meio ambiente não era o foco. Da maneira dela, ela sabia e pregava: “Sou contra a moda que não dure. É o meu lado masculino. Não consigo imaginar que se jogue uma roupa fora, só porque é primavera!”

Mulher! À frente do seu tempo! Solitária! Revolucionária!

Essa mulher cheia de visão de mercado e paixão pela moda revolucionou os padrões de sua época e perpetuou seu nome. Hoje não há como se falar em moda sem mencionar Chanel!

(*) PRI PREVIATO é Consultora de Estilo e Imagem e escreve para HiperNoticias às quartas-feiras. Instagram: priscila.previato – Facebook: pripreviato

Avalie esta matéria: Gostei +8 | Não gostei