Quarta-Feira, 08 de Agosto de 2018, 11h:07

Tamanho do texto A - A+

Wilson e Janaina protagonizam "guerra" pela abertura de investigação

Por: DANNA BELLE

Uma disputa marcou a sessão plenária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nessa terça-feira (7). O deputado Wilson Santos (PSDB) realizou uma tentativa de tomar a frente da CPI dos Grampos ao apresentar requerimento solicitando a abertura de forma a atrapalhar o projeto da colega de parlamento, Janaina Riva (MDB), que busca assinaturas desde a semana passada para pedir a investigação. 

 

Marcos Lopes - ALMT

ASSEMBLEIA

 O plenário da ALMT virou palco de mais uma disputa entre oposição e situação do Governo

presidente da Casa, Eduardo Botelho (DEM), explicou que ambos apresentaram os pedidos, porém Riva contestou a quantidade de assinaturas colhidas por Santos. Por isso, a presidência nomeou uma Comissão com procurador, consultor e mais um servidor para analisar as imagens da sessão gravada e fazer um parecer identificando de quem é o direitor da CPI. 

 

“Wilson Santos representou requerimento, a deputada Janaina também apresentou e alega que o requerimento dele não tinha o número de assinaturas suficientes e quando ela apresentou o dela já tinha”, esclareceu Botelho que estabeleceu o prazo de 24 horas para emissão do juízo. 

 

Por sua vez, a parlamentar justifica que entregou a requisição quando conseguiu a quantidade mínima de assinaturas obrigatórias. “Apresentei à mesa diretora no momento em que eu consegui as assinaturas necessárias, tomei essa cautela porque sabia que o deputado Wilson não tinha as assinaturas necessárias”, comentou. 

 

Em contrapartida, o opositor informou ter 11 assinaturas no momento do protocolo do pedido, porém três deputados solicitaram formalmente da tribuna para retirarem seus nomes, ficando com os oito vistos necessários. E, elucidou sua honestidade citando o caso do deputado Max Russi (PSB) que não teve permissão de assinar porque não estava na sessão matutina. 

 

“Não permiti que Max assinasse no período vespertino, porque no período matutino não estava na Casa. Isso é hombridade, é honestidade, nós só queremos que a mesa consulte as oito assinaturas válidas”, esclareceu o tucano. 

 

O ex-líder do governo na ALMT, justificou não ter receio da CPI pela gestão transparente do Governo do Estado, mas deixou claro a necessidade de uma investigação mais ampla, atingindo aos outros Poderes citados nos inquéritos. 

 

“A base governista não tem nenhum receio da CPI, estamos prontos, esse é um governo transparente, doa quem doer. Agora é aquela proposta, temos que fazer uma CPI ampla, geral, totalmente irrestrita porque durante todo esse processo houve citações de desembargadores, juízes, delegados de polícia e outros cargos que praticaram barriga de aluguel. A CPI tem que ser de cabo a rabo, verdadeira, transparente que investigue todos que foram denunciados”, alegou Santos. 

 

Para Riva não há problema em ampliar o período de investigação iniciando em 2011, três anos antes do pedido por ela. O obstáculo é iniciar a Comissão apenas após o período eleitoral, demonstrando à população que há algo ou alguém a ser escondido. 

 

“A abrangência não tem problema, se ele quiser fazer desde 2011 e está achando uma forma de tirar um pouquinho o foco de 2014, quando foi denunciada a Grampolândia, não tem problema fazer desde 2011 e não tem problema convidar todos aqueles que foram citados e envolvidos para participar, isso nós já iriamos fazer. O que nos pautou em 2014 foi porque a denúncia surgiu em 2014, nessa época Pedro Taques nem era governador”, comentou a emedebista. 

 

“Não vejo porque agora não querem começar a CPI, parece que está querendo esconder ou proteger alguém, é muito ruim isso”, complementou. 

 

A deputada até informou que se Wilson Santos vê problema em começar a CPI agora, por estar em período eleitoral, ele pode optar por não fazer parte dos membros da Comissão e designar um representante. 

 

Acho que se o deputado não quer trabalhar durante o período das eleições na CPI, ele pode abrir não de participar e indicar uma outra pessoa para ocupar o lugar dele”, finalizou Janaina. 

Avalie esta matéria: Gostei +3 | Não gostei

Leia mais sobre este assunto