Sexta-Feira, 11 de Maio de 2018, 10h:15

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Procuradoria autoriza Assembleia votar soltura de Mauro Savi

Por: FELIPE LEONEL

A Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa emitiu parecer favorável pela votação de os deputados votarem a necessidade da prisão do deputado estadual Mauro Savi (DEM), preso na quarta-feira (9), por agentes do Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco), em operação que investiga desvio de recursos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

 

Alan Cosme/HiperNoticias

plenario da assembleia legislativa

 

Segundo o documento, assinado pelo procurador-geral da Casa Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, não se “vislumbra impedimento legal para a realização da sessão para deliberação acerca da medida cautelar imposta ao Deputado, uma vez que o julgamento das Ações Direta de Inconstitucionalidade mencionadas na decisão está suspenso, conforme certidão anexa", diz.

 

O parecer contraria a decisão do desembargador do Tribunal de Justiça, José Zuquim Nogueira e o Ministério Público Estadual (MPE), os quais argumentam que a autorização para prisão de parlamentares pelas suas respectivas Casas é permitida apenas para parlamentares federais. O MPE também alertou que uma posição contrária, poderia resultar em uma intervenção federal.

 

A ADI citada pela Procuradoria trata-se de um julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual avalia se os Parlamentos Estaduais possuem o mesmo direito dos senadores e deputados federais. O placar atual é de 5 a 4 contra a Assembleia Legislativa, mas sendo a procuradoria ainda pode ocorrer um revés na decisão.

 

Os ministros Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski ainda precisam votar a ação de inconstitucionalidade.

 

Operação Bônus

 

A segunda fase da 'Operação Bereré' foi batizada de 'Bônus'. Foram expedidos, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo (SP) e Brasília (DF). O deputado estadual Mauro Savi é apontado como um dos líderes do esquema que teria desviado cerca de R$ 30 milhões.

 

A ação é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas. Tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para desvio de recursos públicos.

 

A Bereré é desdobramento da delação do ex-presidente do Detran, Teodoro Lopes, mais conhecido como Dóia. Ele teria admitido um esquema de recebimento de propina da empresa FD/EIG Mercados responsável pelo registro de contratos de financiamentos de veículos. Parte do valor arrecadado era distribuído entre integrantes do esquema.

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