Quarta-Feira, 13 de Março de 2019, 16h:14

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Preza afirma em CPI que dívida total da Santa Casa é de R$ 75 milhões

Por: LEONARDO HEITOR

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Cuiabá, que investiga os contratos dos hospitais filantrópicos, o ex-presidente da Santa Casa de Misericórdia Antônio Preza afirmou que a dívida do hospital, atualmente, é de cerca de R$ 75 milhões.

Alan Nascimento

Antônio Preza - CPI Câmara

 

Segundo Preza, quando assumiu a Santa Casa, em 2013, o passivo do hospital era de R$ 15 milhões, além de uma folha salarial em atraso. Na ocasião, não havia a previsão de nenhum repasse ao filantrópico, através de emendas parlamentares. Ele apontou que os serviços aumentaram, com procedimentos mais caros, que o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre.

O ex-presidente apontou ainda que o quadro de funcionários foi ampliado e que o déficit financeiro, anteriormente, era de R$ 1 milhão, valor que caiu para atuais R$ 700 mil mensais. No entanto, apenas em 2018, a Santa Casa teve um prejuízo de R$ 23,5 milhões, elevando a dívida total para R$ 75 milhões. Preza apontou, no entanto, que o hospital deixou de receber R$ 40 milhões, durante a gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB).

“A Santa Casa deixou de receber R$ 40 milhões em acordos feitos e não cumpridos pelo ex-governador Pedro Taques. Este acordo foi feito para suprir o déficit do hospital e inclusive foi com base nisso que foi criado o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef). Na lei do novo fundo, existe a previsão de repasse de 20% aos filantrópicos, sem contrapartida”.

Preza questionou ainda os números divulgados por uma auditoria feita pela Controladoria Geral do Estado (CGE), que apontou um possível superfaturamento na compra de um equipamento de ressonância magnética. O órgão do Governo aponta que o aparelho custa, em média, R$ 1,1 milhão, e o filantrópico pagou R$ 2,5 milhões pelo mesmo, que ainda não foi entregue, já que a dívida ainda foi quitada pela Santa Casa. Preza criticou a auditoria e comparou o equipamento a um carro.

“Quando decidimos comprar o equipamento de ressonância magnética, tem uma série de questões inseridas naquele valor, assim como um carro tem vários opcionais. Na ocasião, o Governo do Estado se comprometeu a pagar o aparelho, por conta do acordo. Já pagamos R$ 2,5 milhões e ainda faltam R$ 500 mil. O custo dele tem vários pontos que podem influenciar, como as bobinas, que existem uma para cada tipo específico de exame. A auditoria da CGE tem vários equívocos. Você vai comprar um carro de luxo, pelo preço de carro standard? Misturaram laranja com abacaxi. Aquilo não é sério”, afirmou.

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