Segunda-Feira, 14 de Maio de 2018, 15h:09

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Governador Pedro Taques cobra explicações de Thiago França sobre continuidade da EIG no Detran

Por: FELIPE LEONEL

O governador Pedro Taques (PSDB) deverá exigir informações do presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Thiago França, sobre a continuidade da empresa investigada, EIG Mercados, como prestadora de serviços da autarquia estadual. A empresa é responsável por registrar contratos de financiamento de novos veículos e é acusada de pagamento de propina.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

pedro taques/balaço da caravana em cuiaba

 

De acordo com uma investigação do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE), a empresa teria desviado mais de R$ 30 milhões e distribuído a titulo de propina entre empresários e políticos. Ela também utilizava de empresas de terceiros para lavar dinheiro.

 

Após a delação do ex-presidente da autarquia, Teodoro Lopes, mais conhecido como Dóia, ser divulgado, o governador baixou um decreto, no qual encerrou o contrato de forma unilateral com a empresa. Segundo a Controladoria-Geral do Estado (CGE), foi identificado em uma auditoria, que o Detran poderia assumir os serviços prestados pela EIG.  

 

“Eu quero saber também, tanto que já determinei à CGE para tomar as providencias, inclusive criminais sobre porque o Detran não tomou as providencias... Eu quero saber isso, o decreto precisa ser cumprido e o Detran vai me responder isso e vou mostrar para todo mundo”, afirmou o governador na manhã desta segunda-feira (14), no Palácio Paiaguás.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

pedro taques/thiago frança

 

Quanto ao contrato da empresa, o Estado não rescindiu antes em função de uma multa contratual de R$ 100 milhões, além de ter uma liminar pela rescisão rejeitada pelo Tribunal de Justiça de MT. O governador lembra também que os ex-presidentes do Detran, Rogers Jarbas e Aron Osny, tomaram as providências necessárias.

 

“Primeiro repactuaram, o contrato, foram ao Ministério Público Especial de Contas, ao Ministério Público e também na Controladoria. Todos esses documentos estão relacionados naquele decreto. Além disso, a Justiça não tinha concedido uma liminar para romper o contrato, a ação foi ajuizada, inclusive, pelo Ministério Público”, elenca Taques.

 

Ainda segundo Taques, outras ações foram tomadas pelo Governo, como no caso dos lacres, quando era cobrado R$ 20 reais por lacre e o governo decidiu baixar o valor para 7 centavos.

 

“Eu quero a demonstração de onde nosso governo errou para tomarmos as medidas. Eu não posso falar se vou tomar medida porque eu não sei onde foi o erro, o ilícito praticado. Não houve omissão, todas as ações necessárias foram tomadas. Inclusive comunicamos ao Ministério Público”, concluiu o governador.  

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