Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 16h:45

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"Nós precisamos dar uma resposta à sociedade", diz secretário sobre tiroteio na UPA

Por: LUIS VINICIUS

“Nós precisamos dar uma resposta rápida à sociedade”. Esse é o relato do secretário de Segurança Pública (Sesp), Gustavo Garcia sobre a ação dos criminosos que tentaram resgatar o detento José Edmilson Bezerra Filho, 31 anos, na tarde de terça-feira (13), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Em entrevista ao HiperNotícias, Garcia disse que o caso é grave e que os criminosos não se preocuparam nenhum pouco com a vida das pessoas que estavam na unidade médica.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

gustavo garcia

 Secretário Gustavo Garcia fala sobre o trabalho da Sesp no caso da UPA

“O fato é muito grave. Os autores que praticaram o ato ilícito não se preocuparam com as vidas alheias. Resgatar um preso em uma unidade hospitalar é algo grave. Poderia ser uma, duas, três pessoas vítimas, mas os criminosos não estavam preocupados com isso.  O fato de ser tão grave, a sociedade merece uma resposta forte e rápida do Estado. Tanto a Polícia Militar, quanto a Polícia Civil estão trabalhando para identificar o mais rápido possível os criminosos”, disse o secretário.

 

Na ação frustrada de tentativa de resgate de um preso, os criminosos chegaram a pegar uma mulher como refém e a manteve como escudo durante a troca de tiros frenética, que deixou cinco pessoas feridas, entre elas um bebê de seis meses, que está na UTI do Pronto Socorro e uma mulher de 33 anos.

 

No entanto, Gustavo não confirma que foi uma tentativa de resgate e não sabe dizer se a ação foi planejada. O executivo afirma que ação criminosa está sendo esclarecida e que espera encerrar o caso o mais rápido possível.  

 

“Ainda não temos a informação que foi uma ação planejada. O fato é revestido de muita gravidade. Já mobilizamos tanto a Polícia Militar, quanto a Polícia Civil para identificar os autores e a apurar as circunstâncias em que o crime foi cometido, inclusive se teve planejamento ou não”, explicou aos jornalistas na tarde desta quarta-feira (14).

 

Alan Cosme/HiperNoticias

gustavo garcia

Secretário afirmou que a Segurança precisa dar uma resposta rápida à sociedade

Garcia afirmou que dependendo do presidiário, a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) pode solicitar apoio da Sesp, mas que na ocasião da UPA, o reforço não foi solicitado.

 

“De acordo com a periculosidade, o sistema penitenciário pode acionar as forças de segurança para apoiar na escolta, como tem sido feito em outros lugares. O protocolo de escolta é feito pela Secretaria Estadual de Direitos Humanos (Sejudh). Eles avaliam de acordo com o reeducando e podem pedir o apoio policial. Isso depende do sistema prisional. No entanto, no caso de terça-feira, não foi solicitado apoio pra Secretaria”, explicou.

 

Na ação criminosa, foram disparados pelo menos 14 tiros dentro da UPA. Segundo o delegado Marcelo Jardim, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), três homens estavam armados na recepção da unidade e pelo menos outros quatro aguardavam do lado do fora, para dar apoio na fuga com carros.

 

“Nós vamos continuar fazendo o nosso trabalho ordinário através da Polícia Militar que é fazer a prevenção e ostensividade nos locais necessários. Quando a ação é grave igual a essa, nós temos que colocar todos os nossos esforços para identificar a autoria e a circunstância do delito”.

 

Gustavo afirmou que existe um termo de cooperação entra a Prefeitura de Cuiabá e a Polícia Militar para reforçar a segurança nas unidades de saúde, mas que a ação depende da vontade dos militares.

 

“Existe uma atividade que a gente chama de atividade delegada. É um termo de cooperação entre a Prefeitura de Cuiabá e a Polícia Militar que prevê a utilização de policiais militares na sua folga atue como guarda municipal dentro das unidades do município”, finalizou.

 

Bebê está em estado grave

 

O bebê Vitor Hugo Camargo Martins, de 6 meses, e uma mulher identificada como, Dayane da Silva Romão, de 33 anos, que foram baleados, durante o tiroteio, estão internados em estado grave no Pronto Socorro de Cuiabá (PSMC) em estado grave. Após serem socorridas, as vítimas passaram por cirurgia e estão internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Vitor Hugo levou um tiro no abdômen e a bala ficou alojada nas costas. Ele foi levado pela sua mãe, identificada como, Estefani de Camargo Santos, de 22 anos, até a unidade médica para tratar uma pneumonia. A criança foi medicada e está na UTI pediátrica.

 

Já Estefani também foi atingida de raspão no braço esquerdo e está internada em observação, no mesmo hospital. A mulher está fora de risco, mas extremamente abalada com o fato.

 

A outra paciente, identificada como Dayane, foi atingida na região do tórax. A mulher, que também está na UTI, está em estado grave e com dreno no tórax.

 

A enfermeira da UPA, Rosimere Sousa da Silva, de 51 anos, também foi atingida com um tiro na perna. No entanto, ela recebeu atendimento e já está em casa. O agente, D.H.P, foi atingido nas nádegas e também está internado. 

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