Sábado, 15 de Julho de 2017, 10h:59

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Abusada pelo próprio pai, jovem conta sobre internação, tentativa de suicídio e descaso da família em rede social

Por: JESSICA BACHEGA

“É a minha maldita história, para este maldito mundo. Não se calem”, é a frase final do desabafo de uma jovem que passou mais de dez anos de sua vida sendo violentada sexualmente pelo pai. Sem ajuda da família, a vítima narra tentativas de suicídio, internação em hospital psiquiátrico e depressão.

 

Divulgação

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 Foto ilustrativa

A jovem é moradora da cidade de Pontal do Araguaia (524 km de Cuiabá) e o crime é investigado pela Polícia Civil. Porém o caso ganhou maior repercussão após a moça relatar seu sofrimento em rede social.

 

No texto, ela conta como começou o abuso, aos sete anos,  e que hoje não tem mais contato com o pai. Narra também que não tem expectativa de que se cure. A vontade de tirar a vida está em seu coração todos os dias e os anos de violência refletem no seu convívio social: Não consegue manter um emprego ou um relacionamento.

 

Na postagem, a jovem conta que morava com a avó, mas que sentia saudades do pai, quando criança. A avó dizia para ela orar, que um dia iria morar de novo com o pai. Após algum tempo ela foi morar com os pais, mas a felicidade durou pouco.

 

A jovem declara que o pai se deitava com ela e acariciava seu corpo. Sem controle sobre a situação, ela chorava. A menina conta que após o abuso o pai lhe dava dinheiro, ou a deixava sair de casa para brincar.

 

Até que, com 11 anos, ela teve coragem de contar o sofrimento para a mãe, na esperança que ela intervisse. Mas a mãe não fez nada. Assim como ninguém em sua família. Durante os anos de violência a menina chegou a questionar a existência de Deus por a deixar naquela situação. “Deus não existe ou se fez de surdo”, diz. 

 

Os abusos aconteciam sempre após o almoço. “Ele me levada para o quarto, trancava a porta e eu chorava ali mesmo.  Ele roubou minha infância e minha adolescência”, relata.

 

Após os 15 anos, a jovem conta, que teve várias crises de depressão e que, em uma delas, chegou a perder 10 kg. “Aos 18 anos minha mãe me disse que eu era assim porque queria”, lembra. 

 

Em 2016, ela tentou o suicídio por duas vezes. Uma delas tomou vários remédios e na outra cortou os pulsos. No mesmo ano foi internada em um hospital psiquiátrico. “Essa doença me dá vontade de morrer todos os dias”, desabafa.

 

Ao fim de seu desabafo a moça ainda diz que fez a publicação com o intuíto de ajudar outras meninas que passam pela situação a denunciarem  e se ajudarem para que não passem o sofrimento que ela passou. “Você é linda, forte e digna de amor. Você decide quem toca seu corpo”. 

 

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Reprodução

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1 Comentários

jessica cavalcante santos - 12/05/2018

estou aqui para pedir socorro minha filha esta sendo abusada pelo propio pai,pedi a suspençao de visita tramitando pela 7 vara de familia de fortalesa onde ja tem um ano e nao sai a suspença a promotora ja se manifesto pela suspençao a cada quinze dias ele vem pegar a minha filha de dez ano que volta em frangalho ao chegar de volta da visita me encontro em depreçao engordando de tanto sofrimento por esta impotente diate desta atrocidade sendo cometida pelo proprio pai que e professor e cordenador de aluno em maracanau quantos alunos ja sofreram com este covarde que ameaça que vai me matar para propia filha que ja nao tem vontade de viver se encontra depreciva tambem por viver amargurada e sem esperança coronel julio da pm de fortalesa apresentei o caso a ele foi omisso como secretario e advgado da ouvidoria do gabinete da secretaria da segurança pubrica de fortaleza ja mandamos email para jonal barra pessada nao deram ouvido a nosso grito de sofrimento como outro jornal talves porque e uma denucia individual nao da ibope todo mundo viraram as costa para esta humilde menina que vem sendo molestada a cada visita e pede socorro socorro socorro socorro socorro socorro a delegacia deceka nao se intereça por pessoa pobre e humilde porque se interessase ele ja estava na cadeia que e lugar dele espero que apareça alguem que possa nos socorrer

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