Segunda-Feira, 04 de Setembro de 2017, 15h:06

Tamanho do texto A - A+

Juiz determina para janeiro de 2018 audiência de ação sobre morte de aluno bombeiro

Por: JESSICA BACHEGA

O juiz Marcos Faleiros, da Sétima Vara Criminal, marcou para o dia 26 de janeiro de 2018 a primeira audiência de instrução e julgamento da ação que trata da morte do aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro. Figura como principal responsável pela morte do aluno a tenente Izadora Ledur, que usa tornozeleira eletrônica como medida alternativa a prisão.

 

Marcus Mesquita/MidiaNews

Marcos Faleiros

 Juiz Marcos Faleiros determinou para 2018 as audiência

A data da audiência foi determina na última semana, em decisão que também refutou o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e negou a prisão da oficial.

 

Além de Ledur, são réus os oficiais Francisco Alves de Barros, Diones Nunes Sirqueira, Marcelo Augusto Revéles Carvalho, Thales Emmanuel Da Silva Pereira e Eneas De Oliveira Xavier. Eles também eram instrutores no curso de que o jovem falecido participava.

 

A tenente Ledur é acusada de tortura e maus tratos, uma vez que alunos da mesma turma que Claro relataram que ela o “perseguia”. Mesmo sabendo que a vítima tinha dificuldade em atividades na água, segundo as testemunhas, ela o forçava a realizá-las, o afogava e subia em suas costas. No dia em que passou mal, o rapaz já tinha pedido para deixar o treinamento mas a oficial, que conduzia o curso de salvamento aquático, não deixou que ele saísse da Lagoa Trevisan, onde realizavam o treinamento.

 

O caso

 

O jovem começou a passar mal durante o curso de salvamento em mergulho realizado pelo 1º Batalhão dos Bombeiros na Lagoa Trevisan, que fica às margens da Rodovia Palmiro Paes de Barros, que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger.

 

Ele foi retirado do campo do curso e levado ao Batalhão, localizado no bairro Verdão, reclamando de fortes dores na cabeça. Primeiramente foi levado à policlínica.

 

Na unidade médica, o aluno que é filho de um sargento do Corpo de Bombeiros, não apresentou melhoras e precisou ser encaminhado para o hospital particular. Desde então, estava internado em coma induzido. O quadro de Rodrigo Claro, segundo laudo apresentado 24h após sua internação, era de aneurisma cerebral. 

 

 

 

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei

Leia mais sobre este assunto