Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 08h:22

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Bussiki vai a Brasília pedir compartilhamento de provas

Por: REDAÇÃO

Depois de ver barradas todas as tentativas de produzir mais provas, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, vereador Marcelo Bussiki (PSB), se reúne nesta terça-feira (13), em Brasília, com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria Geral da República (PGR). Em pauta, um novo pedido para o compartilhamento da delação do ex-governador Silval Barbosa.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

marcelo bussiki

Bussiki foi a Brasília acompanhado de Mauro Curvo

Ao lado de Bussiki, estará o procurador-geral de Justiça, Mauro Curvo, que também tenta o compartilhamento da colaboração para que o Ministério Público Estadual (MP) inicie a apuração dos fatos narrados pelo político.

 

Desde o ano passado, o chefe do MPE e o vereador já fizeram cinco pedidos ao ministro do STF, Luiz Fux, para que haja o compartilhamento do conteúdo das provas que já existem e da própria delação do ex-governador e sua família, além das provas apresentadas pelo ex-chefe de gabinete, Silvio Corrêa.

 

Com a decisão da CPI, por dois votos a um, de encerrar a fase de oitivas, Bussiki, vencido pelos vereadores Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV), anunciou que irá elaborar um relatório paralelo. Por conta disso, ganha ainda mais importância um eventual compartilhamento das delações para preparar o documento.

 

“Já estávamos solicitando, tanto essa reunião, quanto essas provas, que podem colaborar em muito para o trabalho da CPI. Em vista da manobra feita para acelerar o trabalho da comissão, vejo como fundamental para o meu relatório e também para o do Adevair [Cabral], que disse estar satisfeito com apenas quatro oitivas de centenas dúvidas”.

 

A CPI do Paletó apura uma eventual quebra de decoro do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Em 2013, quando era deputado estadual, ele foi filmado por Sílvio recebendo do chefe de gabinete de Silval dinheiro em espécie. Sílvio e Silval, ouvidos pela CPI, afirmaram se tratar de propina o repasse do dinheiro. Já Pinheiro alega que o dinheiro quitaria uma dívida de Sílvio com a empresa de pesquisas do irmão do prefeito.

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