Terça-Feira, 13 de Março de 2018, 17h:10

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Amam diz que declarações de promotor "beiram à insanidade"

Por: FELIPE LEONEL

A Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam) classificou as declarações do promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, na qual diz que o Ministério Público Estadual é superior ao Poder Judiciário "moral e intelecutalmente", como um ato desagregador, leviano, deselegante, agressividade gratuita e que beira à insanidade. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

jose de arimateia

 

"Necessário, neste momento, nos lembrarmos da fraqueza intelectual e moral que às vezes marca a natureza humana, demonstrando estes atos que beiram à insanidade, seja do verborrágico promotor de justiça, seja do seu colega vazador", afirmou a Amam, por meio de nota distribuida à imprensa. 

 

A declaração foi dada através de um áudio encaminhado em um grupo de promotores. O arquivo foi vazado para a imprensa, supostamente, por outro promotor de Justiça e gerou desconforto geral nos bastidores do MPE como do Poder Judiciário. O presidente do TJ, desembargador Rui Ramos, classificou as declarações como "rasas e inaceitáveis". 

 

A Amam também lamentou o vazamento do arquivo. Após o promotor dar a declaração no grupo, ele teria recebido aplausos de outros colegas. O promotor teria culpado o "vazador" da informação, lhe atribundo a responsabilidade, na tentativa de se eximir. Entretanto, segundo a Aman, isso não retira a "a gravidade de suas quase insanas palavras".  

 

"Nós, Magistrados Mato-grossenses, lamentamos e ficamos estarrecidos diante de ataques sorrateiros e imerecidos vindos de agente público que, em tese, deve se submeter à obrigação legal e constitucional de zelar pelo prestígio da justiça", afirma a nota. 

 

A Aman ainda lembrou que o Poder Judiciário de Mato Grosso possui magistrados valoroso, além de serem os mais produtivos do País, como constou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A nota ainda aponta o "despreparo humanístico e intelectual" de Novais. 

 

"A Magistratura Mato-grossense nunca, jamais, foi dada ao confronto ou à desarmonia institucional com as demais Instituições que integram a Sistema de Justiça", finalizou. 

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