Segunda-Feira, 05 de Março de 2018, 11h:27

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Vamos viver o agora?

Por: MICHELY FIGUEIREDO

Mauro Camargo

Michely

 

Diariamente escuto relatos de pessoas que vivem momentos de muita dor pela preocupação excessiva com o amanhã. E não sofrem somente a quelas angustiadas com as incertezas do futuro, mas também as que se prendem com correntes pesadas ao passado. Enquanto isso, o hoje passa "batido". Temos essa mania de não viver no tempo "certo". Ou estamos muito acelerados ou não queremos nos desgarrar do que já passou.

 

Viver plenamente no presente nos permite colocar cada tijolo necessário para a construção do que virá posteriormente. De que adiantam preocupações mirabolantes com o futuro? Já experimentou fazer uma análise breve para checar se o que pensava há 10 anos sobre o seu futuro se concretizou ou não? Arrisco-me a dizer que a maioria concluirá que sequer passou pela cabeça fatos que se desenrolaram nesse processo.

 

Eu, por exemplo, jamais imaginei que estaria onde estou. Mãe de um molequinho sapeca, hoje com 7 meses, abri mão de um emprego que muitos dão um "dedo" para conseguir. Descobri que a paixão nutrida pelo radiojornalismo não foi capaz de me segurar. Quando olhei o pequenino, sabia que não conseguiria conciliar a vida que levava com a sua chegada. Até cheguei a escutar: "nossa, você feminista como é, vai deixar o trabalho por causa do filho. Quem diria!". O que quero dizer com isso tudo é que o futuro é uma incógnita, que pode mudar de acordo com o que realizamos no presente.

 

Já com relação ao passado, não existe maneira de modificá-lo. Diria que ele tem um caráter didático. Nos dá lições a partir dos erros cometidos e nos mostra como podemos nos portar no agora, como minimizar danos. Também nos presenteia com lembranças caras ao nosso ser.

 

Sobre escolher estar com meu pequeno, acredito que tenha relação com não sofrer pelo passado depois. Quero poder ver seus primeiros passos, acompanhar o seu desenvolvimento, ouvir suas primeiras palavras e transmitir a ele valores que considero essenciais para a formação do caráter de um ser humano. Escolhi o agora para depois não me prender ao passado e nem me preocupar em demasia com o futuro.


Pode ser que esta escolha me traga certa dificuldade em alguns momentos, mas me trará também a tranquilidade de que fiz tudo que estava ao meu alcance para o seu bom desenvolvimento, para o aproveitamento de nossa vivência, para o nosso  crescimento enquanto mãe e filho. 


*Michely Figueiredo é jornalista, psicoterapeuta reencarnacionista, mãe do Inã, que busca incansavelmente a evolução do ego enquanto passa por essa existência

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2 Comentários

Alex - 07/03/2018

Cícero, sua análise está correta. Porém, creio que você fez uma interpretação equivocada do texto. Não confunda a ideia de viver o presente com a de negligenciar o planejamento para o futuro, pois uma não exclui a outra. A contraposição exposta no texto, no meu entender, é o fato de que muitas pessoas vivem com medo do futuro, o que resulta numa gama infindável de doenças psicológicas, tais como ansiedade, depressão, síndrome do pânico etc. Planejar o futuro é saudável, ignorar o presente para sofrer pelos temores do futuro é um mal que assola a sociedade atual! O cerne da exposição é o fato de que o único tempo que interessa e que deve ser priorizado é o presente. O passado não se altera e o futuro é uma incógnita. Vivamos o presente!

Cícero - 05/03/2018

Eu penso que viver sem pensar seriamente no futuro é uma conduta muito arriscada. É um comportamento para alienados ou para os "sem-noção". Em relação ao futuro você pode ignorá-lo, reagir quando ele chegar ou preparar-se para ele. Ao ignorá-lo você faz o papel de uma avestruz: Enfia a cabeça em um buraco para fingir que nada está acontecendo nem acontecerá; reagir apenas quando o futuro chegar você certamente pagará um alto preço e remoerá o seguinte pensamento: Se .. se ...se eu tivesse feito isso, se eu tivesse estudado, se eu tivesse economizado, se eu tivesse deixado o vício de fumar, se eu tivesse feito diferente,,,,, Porem quem se prepara para o futuro desejado com certeza dirá: Aahh! Que bom ainda bem que fiz o dever de casa no tempo certo e com a devida seriedade! Sinceramente acho este artigo coisa de quem acredita mais na metafísicas, no sobrenatural do que propriamente encara a realidade. Aliás tem um quid de quem procura a fuga da realidade, Particularmente prefiro o antiquíssimo ditado romano:Praemonitus praemunitus

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