Terça-Feira, 29 de Maio de 2018, 14h:52

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Desígnios de Deus

Por: MIRELLA CARVALHO

 

Mirella Carvalho

 

Engraçado como queremos prever o futuro, controlar o amanhã,
sem nos darmos conta de que, por maior esforço que façamos,
por maior dedicação e empenho que tenhamos,
muitas vezes, o destino já teceu sua linha e lá estamos nós, emaranhados nela,
sem ter para onde correr.


Longe de mim abrir mão do livre arbítrio,
eu mesma já me utilizei tantas vezes desse abençoado presente,
que deixa em nossas mãos a escolha de nosso rumo.
Mas, tenho para mim, que há certas coisas que são sina, desígnio de Deus mesmo.
E dessas, não tem como fugir.


Semana passada, confesso que a morte da influenciadora digital Nara me abalou bastante.
Por um “acaso”, comecei a acompanhar o tratamento dela desde o início
e torcia, rezava, vibrava e me emocionava a cada novo tratamento, a cada novo desafio.
E por que estou falando disso?


Porque ninguém conhece os propósitos de Deus.
Esta menina mostrou ao mundo uma fé que moveu montanhas.
Há tempos eu não via alguém com tanta vontade de viver, com tanta garra e tanto amor.
Ela mostrou para quem quisesse ver o quanto estava lutando por mais um dia de vida.


E me pego pensando nos estresses diários do trânsito,
na úlcera nervosa que eu “alimento” a cada reunião que poderia ter sido resolvido com um e-mail,
nas discussões intermináveis que só são tão longas porque o orgulho fala mais alto, grita.
E ela, no auge de seus 24 anos, nos dá uma lição digna de levar para a vida.


A vida é muito mais do que seu trabalho.
Muito mais do que as fotos que você posta nas redes sociais.
A vida vai além dos amigos que você encontra nas baladas.
A vida, meu caro, é aquele momento pleno,
que não dá tempo de sacar seu smarthphone para uma foto,
muito menos para uma twittada.


A vida da Nara, muito provavelmente, a gente não conheceu.
Quem sabia era só quem estava ali, ao lado dela, nos momentos que o celular não filmava.
Portanto, deixa esse celular de lado e vai viver um pouquinho mais.

 

*Mirella Carvalho é inclinada à dualidade: metade paulista, metade cuiabana; metade publicitária, metade administradora. É também sorridente por natureza, virginiana e colecionadora de todo quanto é tipo de coruja (exceto as de verdade).

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1 Comentários

Carlos Nunes - 29/05/2018

Felizmente nem existe morte...a Alma sai de sua morada, corpo físico, e entra noutra dimensão, da onde veio. Os Esotéricos chamam de dimensão astral, Alma em corpo astral...os espíritas de perispírito. É interessante que até os animais tem Alma, só que a deles é coletiva...um conjunto de animais tem uma Alma só... nós temos Alma individualizada, cada um tem a sua. Num livro espiritualista relata que, na dimensão astral, Maria (Nossa Senhora), mestra, estava ensinando um grupo de alunos, então levou-os para um vale, e avistaram milhares de luzinhas (lá embaixo) que apagavam e acendiam...parecia que eram milhares (ou milhões) de vagalumes. E perguntaram: Grande Mãe, o que é aquilo? Resposta: É a Alma Grupal de uma espécie animal. Cada luz que acende aqui, é um animal que morreu na Terra...cada luz que apaga aqui, é um animal que nasceu na Terra. Cada um que vem traz a sua experiência que teve na passagem pela Terra, e engrandece essa Alma Grupal. Ela evolui...com milhões de experiências, de seus integrantes. A mesma coisa acontece individualmente conosco...em cada vinda, aprendemos, evoluímos. No final só levamos uma bagagem que pode ser aproveitada, que engrandeça a Alma. Não levamos dinheiro nem fama nem poder.

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