Sexta-Feira, 13 de Janeiro de 2017, 07h:45

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Na primeira sexta-feira 13 do ano, numerólogo de Cuiabá afirma que não há o que temer

Por: JESSICA BACHEGA

Muita gente tem a superstição de que a sexta-feira 13 é um dia de má sorte e que é preciso proteção contra as coisas ruins associadas à data. Neste ano, o segundo fim de semana começa numa sexta-feira 13.

 

Estudos religiosos e numerológicos explicam a origem da lenda e suas inúmeras interpretações. No entanto, o numerólogo Marco Aurélio  Ramos, estudioso há 19 anos, já avisa que não há o que temer: Sexta-feira é um dia como outro qualquer.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

marco Aurélio

 Numerólogo Marco Aurélio explica que a lenda foi criada na idade média 

Conforme ele, muitas versões dão conta do surgimento da negatividade em torno do número e do dia da semana. Uma delas é de que Jesus morreu numa sexta-feira e que antes disso ele teria se reunido com seus 12 apóstolos, entre eles Judas que o traiu. Acredita-se que 13 pessoas num jantar não é bom sinal. 

 

O número 13 também representa a morte e a transformação. Embora a morte seja vista como algo negativo por grande parte da população, o numerólogo explica que ela  também pode ser encarada como a mudança e renovação. “Nem todas as pessoas reagem bem às mudanças e acabam dizendo que é algo negativo. Mas a morte como é representada pelo número 13 carrega o profundo poder de se reinventar”, afirma Marco Aurélio.

 

Em outras culturas o número 13 era tido como sagrado, como no Egito, onde representa a 13º evolução espiritual.  E nas religiões que acreditam na reencarnação.

 

A fim de se proteger da má sorte supersticiosos recorrem a vários hábitos e amuletos para afastar o azar. A dentista Viviane Rigo é uma dessas pessoas que acreditam na proteção de alguns itens e que determinadas ações podem comprometer a sua sorte. 

 

“Minha mãe dizia que nunca se passa por debaixo de escada, que isso tira sorte. E a superstição veio com o tempo - medo de tirar a sorte.  Como aquela que diz que se outra pessoa provar um anel seu ela leva a sorte”, conta a dentista.

 

Além das superstições citadas, ela relata também que nunca abre um guarda chuva dentro de casa, não deixa calçado virado . “Placa de carro com número 7 seguido  também dá azar”, completa.

 

A fim de se proteger, Viviane conta que carrega ramo de arruda na bolsa e tem recipiente com sal em sua clinica. “Dizem que essas coisas afastam energias negativas. Eu me benzo também. Não custa tentar”, frisa.

 

A crença em torno da sexta-feira 13 é tanta que existe até uma palavra que denomina o medo do dia: paraskevidekatriafobia. 

 

Há histórias que relatam também sobre a deusa Frigga, que representa o amor e fertilidade, que foi transformada em bruxa e exilada em uma montanha. Reza a lenda que ela se reunia todas as sextas-feiras com mais 11 bruxas e o próprio Lúcifer, somando 13 pessoas, para rogar pragas na humanidade. Do nome Frigga veio a palavra Friday, sexta-feira em inglês, e reforçou o mau agouro do dia. 

 

Conforme Marco Aurélio, não há o que temer no dia. “Essas histórias foram difundidas pelos homens, assim como os amuletos. Mas não há nada de errado na sexta-feira e nem no número 13. A maldade está na humanidade, não no dia”, afirma.

 

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