Quinta-Feira, 02 de Junho de 2016, 09h:19

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Empresários de Cuiabá são presos por fraudes na Saúde em entidades filantrópicas

Por: MAX AGUIAR / RAYANE ALVES

Dez agentes da Polícia Civil do município de Presidente Venceslau (distante 612km da cidade de São Paulo), cumprem nesta quinta-feira (2) três mandados de prisão contra empresários de Cuiabá que estão envolvidos em esquemas de superfaturamento em compra de móveis hospitalares e desvios de verbas públicas destinadas a entidades filantrópicas, como Santas Casas de Misericórdia. A Operação foi denominada Sanctorum. 

 

Fernanda Escouto / HiperNotícias

Operação Polícia Civil - Sanguessugas

 

Comandados pelo delegado Mauro Shiguetoshi Chiyod, os policiais cumpriram os mandados em dois bairros nobres da Capital e e estão em busca do terceiro cuiabano envolvido no esquema.

 

Nas primeiras horas desta manhã foram presos: Ronildo Pereira Medeiros e Luiz Antônio Trevisan Vedoin. Um no bairro Jardim das Américas e outro no Bosque da Saúde, respectivamente. Os dois também foram presos pela Polícia Federal em 2006, durante a Operação Sanguessuga, que investigou o desvio de mais de R$ 100 milhões por meio de fraudes na Saúde.

 

A investigação também verificou que após o repasse dos valores às contas das Santas Casas, Medeiros passou a enviar os equipamentos, simulando notas de doações emitidas por uma empresa fantasma. Em um levantamento da CPJ, apurou-se junto à Vigilância Sanitária do local da sede, em Carapicuíba (SP), que tal instituição nunca existiu fisicamente naquele endereço.

 

Fernanda Escouto / HiperNotícias

Operação Polícia Civil - Sanguessugas

 

Segundo o delegado Chiyod, o grupo liderado por Ronildo  e Vedoin não agia só em São Paulo.  “Nós estamos divididos em várias equipes em três Estados. O esquema deles era conseguir recurso financeiro, junto aos deputados, com alegação de imobiliários para hospitais e medicamentos através da Santa da Casa. Era feita essa aquisição e depois o produto era superfaturado”, comentou o delegado.

 

Ainda segundo o delegado, os empresários presos têm uma empresa de fachada e utilizavam notas frias para adquirir os produtos.

 

“Eles têm uma empresa de fachada e utilizam notas fiscais dessa empresa para esquentar os produtos. A gente está investigando há alguns meses e vale ressaltar que essa operação não faz parte da Operação Sanguessuga, mesmo coincidindo com dois presos dessa ação terem sido presos na operação de 2006”, frisou.

 

A partir de agora, todos serão levados para São Paulo, onde ficarão detidos. Segundo o delegado, cerca de R$ 800 mil eram superfaturados em cada aquisição de equipamento para as entidades.

Fernanda Escouto / HiperNotícias

Operação Polícia Civil - Sanguessugas

 

Fernanda Escouto / HiperNotícias

operação policia civil

 

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operação policia civil

 

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