Sexta-Feira, 11 de Maio de 2018, 16h:09

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Deputado faz audiência e mantém proposta de almoço a R$ 1 no R.U

Por: REDAÇÃO

A audiência pública organizada pelo professor e deputado Allan Kardec (PDT) resultou em diversas propostas para manter em R$ 1,00 o valor da refeição no Restaurante Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Anúncio recente de aumento levou à ocupação da Reitoria e greve de estudantes da instituição.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

allan kardec

 

Allan levará ao governo do Estado e Prefeitura de Cuiabá proposta apresentada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) para isentar a UFMT da cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas contas de energia elétrica, telefonia, água e esgoto. Isso porque os executivos precisam deflagrar os processos.

 

A isenção apenas na energia elétrica renderia uma economia anual de R$ 4 milhões para a Universidade, uma vez que a conta de energia elétrica da instituição chega a R$ 15 milhões por ano. “Também vamos realizar um encontro com alunos da UFMT e Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e institutos federais para aprofundar a discussão que vai além do Restaurante Universitário, mas abrange a própria valorização do ensino público, gratuito e de qualidade”, completa Allan.

 

Segundo o deputado, que é ex-aluno da graduação e mestrado e atualmente cursa o doutorado na UFMT, também será debatida a criação de um fundo para angariar recursos para manutenção do Restaurante. “Também vamos pedir apoio à bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional, pois cada deputado e senador tem R$ 15 milhões em emendas parlamentares. Eles podem contribuir”, completa Allan.

 

Estudantes, representantes do Sindicato dos Técnicos-Administrativos em Educação (Sintuf), Associação de Docentes da UFMT (Adufmat), Reitoria, e da Superintendência de Juventude da Secretaria de Estado de Assistência Social (Setas) também participaram da audiência pública realizada no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa.

 

O reitor em exercício da UFMT, Evandro Soares, concordou com as críticas feitas durante o evento e disse que faltou realmente diálogo com a comunidade antes do anúncio da proposta de aumento no valor da refeição de R$ 1,00 para R$ 5,00. Argumentou, no entanto, que, se os gastos da instituição continuarem como estão, poderá faltar recurso a partir do mês de setembro. A universidade tem orçamento de R$ 930 milhões por ano, mas grande parte desse montante (80%) é destinada à folha de pessoal. Conta ainda com cerca de 30 mil alunos, sendo 12 mil apenas no campus de Cuiabá, onde 5 mil refeições são feitas diariamente.

 

“Queremos o preço universal e auxílio para alunos de baixa renda, pois a UFMT é fundamental na educação pública de Mato Grosso e na formação das futuras gerações. A luta depende de união”, afirma Ana Carolina Costa Marques, coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMT.

 

Representante do Sintuf, Fábio Ramires afirmou que a luta dos estudantes serve de exemplo de união diante da crise política que o país enfrenta atualmente. Ressaltou ainda que 70% dos alunos da UFMT são de famílias com renda per capita de até 1,5 salário mínimo, o que reforça a importância da manutenção do preço da refeição. Presidente da Adufmat, Reginaldo Araújo declarou que o desconto no ICMS é um pequeno troco diante da isenção de R$ 3,2 bilhões que o governo do Estado concede aos grandes empresários do agronegócio.

 

Diante das propostas, o reitor em exercício da UFMT afirmou que levará o assunto para discussão junto à administração da Universidade.

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