Quinta-Feira, 09 de Agosto de 2018, 08h:05

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A ausência do pai e a influência em nossas vidas

Não se trata da necessidade da proteção, mas de uma necessidade da simples presença

Por: ELUISE DORILEO

Divulgação

eluise dorileo psicologa

 

No mundo de hoje é muito comum a mulher assumir a função do pai nas famílias em que o pai não está presente ou está mas não ocupa seu lugar como esteio da família. Em alguns casos o pai existe, mas não tem papel relevante. Você sabia que esse tipo de estrutura familiar e essa ausência do pai pode influenciar de forma decisiva em nossas vidas? 

 

O alemão teólogo, psicoterapeuta Bert Hellinger criador da Constelação Familiar que tem como base a ciência fenomenológica que consiste em  olhar sem vícios e juízos. É saber que perceber com os sentidos é o que “parece” e não necessariamente o que “é”. 

 

Foi nesse campo que Bert percebeu que a presença do pai não é apenas biologicamente necessária que a ausência dele pode ser tolerada ou suportada ou sua presença pode ser conflituosa em que filho tenta assumir o lugar do pai ou exclui o pai do relacionamento, ou simplesmente não consegue perdoar o pai por que morreu muito cedo e se sente abandonado.  Com isso, vemos pessoas que carregam essa mágoa no inconsciente e em alguns casos não conseguem se firmar no relacionamento e em alguns casos compensam na bebida e nas drogas. 

 

Não se trata da necessidade real da proteção às vezes, mas da uma necessidade neurológica e/ou biológica da simples presença. O pai pode estar distante fisicamente, mas o campo que une a família faz com que eles estejam ligados ou energeticamente vinculados. 

 

A falta do pai em seu papel de pai ou presente,  mas sem expressão na família pode prejudicar o desenvolvimento social e comportamental da criança e ela pode se tornar mais agressiva, (talvez para se defender sozinha) e a deixa mais suscetível  a delinquência e ao uso de drogas talvez para ficar mais corajosa e incorporar simbolicamente a força que falta do pai. Muitos andam em bando. Já ouvimos muitas vezes que fulano ou fulano só busca andar com pessoas erradas. 

 

Podemos dizer que há um descompasso adaptativo entre a vida real e a evolução. Ter um pai em seu papel de pai é quase uma necessidade cerebral, biológica e psicológica. É uma questão de seguir a hierarquia. O pai não vai deixar de ser pai porque foi embora ou porque morreu ou porque está em casa, mas é ausente. É preciso resolver esse emaranhado familiar para que sua vida flua da maneira correta e na ordem natural das coisas. Precisamos estar abertos a resolver as coisas que estão no nosso consciente e no nosso inconsciente para seguir nosso caminho no nosso papel de filho.

 

*ELUISE DORILEO é psicóloga, terpeuta familiar com especialização em constelação familiar.

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