Quarta-Feira, 14 de Março de 2018, 14h:16

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Produtores de MT acessam R$ 9,6 bilhões em créditos na atual temporada

Por: DÉBORA SIQUEIRA - ESPECIAL PARA O HIPERNOTÍCIAS

Alan Cosme/HiperNoticias

neri geller

 

Mato Grosso acessou 10% dos valores disponibilizados na atual temporada agrícola 2017/2018, ou seja, cerca de R$ 9,6 bilhões em empréstimos pelo Plano Safra. A maioria das operações foi para custeio da safra, que consumiu R$ 5,9 bilhões. Foram 7.414 casos de produtores que buscaram créditos para investimentos totalizado R$ 2,9 bilhões. Outros R$ 722 milhões são recursos obtidos para a comercialização da safra.

O balanço da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostrou também que no Brasil, os médios e grandes produtores rurais tomaram R$ 92,1 bilhões em empréstimos por meio do crédito oficial nesta safra. O montante referente aos financiamentos para as atividades de custeio, comercialização, industrialização e investimento entre julho do ano passado e fevereiro deste ano representa aumento de 12,4% em relação ao que foi contratado em igual período da safra anterior.

O aumento de 25,3% nas contratações de crédito para investimentos é indicador de retomada dos investimentos agropecuários, com destaque para os programas para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), que subiu 50,8%; de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra) mais 81,4%; para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), de 98%; e de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), que teve alta de 129%.

A rentabilidade e o desafio de aumentar a produção do algodão no país, tem animado produtores a migrarem para a cotonicultura, levando muitos a buscar recursos do atual Plano Safra para a compra de equipamentos de alta tecnologia para a produção.

“É natural esse processo. Nós aumentarmos o valor do custeio de R$ 1,2 milhão para R$ 3 milhões por CPF justamente por acompanhar essas tendências. Algumas culturas precisam de mais dinheiro e o acesso deve ser maior e temos programas mais específicos para cada cultura”, disse o secretário de Políticas Agrícolas do Mapa, Neri Geller.

No caso do algodão, Geller explica que a demanda é maior por equipamentos pesados, melhoria de perfil de solo. “Há programas específicos para financiar no Finame, Moderfrota, e em outros Inovagro, algodão demanda muito de equipamentos de alta tecnologia, piloto automático, conectividade, inovação tecnológica, isso financiado com taxa de juros de 6,5% a longo prazo".

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