Terça-Feira, 01 de Maio de 2018, 14h:00

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Plantas da BRF em MT não devem ser atingidas com férias coletivas

Por: Débora Siqueira – Especial para o HiperNotícias

As três plantas da BRF Foods em Mato Grosso não devem ser atingidas com férias coletivas ou demissões em razão da suspensão das exportações para a União Europeia, anunciada no dia 19 de abril. As unidades de Nova Mutum, Nova Marilândia e Lucas do Rio Verde exportam, em sua maioria, para o Oriente Médio e Japão. Contudo, cerca de 80% da produção é consumida dentro do Brasil. 

 

Divulgação

BRF lucas do Rio verde

 

“O frigorífico de Várzea Grande está fechado. Em Nova Mutum é uma unidade que não é específica para exportação para a União Europeia, o mercado deles é os países árabes. Em Nova Marilândia a nossa produção vai para o Japão e Oriente, além do mercado interno, assim como ocorre em Lucas do Rio Verde”, argumentou o senador Cidinho Santos, sócio da União Avícola Agroindustrial, em Nova Marilândia, arrendatária da BRF no município.

 

A União Avícola abate atualmente 140 mil aves por dia, deste volume produz 80% de frango inteiro e 20% de cortes, além de um quadro de 900 colaboradores diretos. Para a atividade de abate de frango, possui habilitações de exportação para Arábia Saudita, Argentina, Cuba, Emirados Árabes, Hong Kong, Iêmem, Irã, Japão, Ilhas Maurício, Mianmar, Peru e Venezuela.

 

Na avaliação de Cidinho, o problema pode ocorrer se outras unidades da federação não puder exportar e colocar mais produtos no mercado interno, aumentando a oferta, reduzindo os preços, levando a uma situação de quebra. “Se o quadro persistir, pode ocorrer das plantas da BRF em Mato Grosso dar férias coletivas para um turno, ou por um mês, ou férias coletivas até buscar novos mercados. A ideia é evitar quanto menos transtorno possível, não tem essa questão de demissão de funcionários”.

 

O Sindicato dos Trabalhadores das Industrias de Carnes e Derivados de Nova Mutum (Sintratum) se reuniu no dia 24 de abril com a direção da unidade para discutir o futuro da planta, pois as férias coletivas dadas em unidades de Goiás e do Paraná tem gerado apreensão nos funcionários. 

 

O vice-presidente do Sintratum, Gentil Campagnaro, acredita que Nova Mutum não será atingida com redução de abates ou férias coletivas aos funcionários. “Temos certeza e acreditamos que o mercado da União Europeia deve ser sanado e o Brasil voltará a exportar para lá até porque o Brasil precisa disso. Acreditamos que esse embargo tem muito mais a ver com questões políticas do que questões sanitárias”. 

 

A unidade de Nova Mutum tem 2.200 funcionários diretos e gera cerca de 14 mil empregos indiretos dos produtores de frango aos supermercadistas que vendem o produto. “Férias coletivas nesta unidade teria um impacto muito grande na cidade, que tem 50 mil habitantes. O sindicato está preocupado, mas confiante que essa crise será sanada”.

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