Domingo, 06 de Maio de 2018, 10h:20

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Maggi vai à China e Turquia tentar reverter embargo

Por: DÉBORA SIQUEIRA - ESPECIAL PARA O HIPERNOTÍCIAS

Para tentar reverter o embargo comercial imposto pela União Europeia para exportações de aves, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, viaja no dia 11 de maio para a China e Turquia para buscar aumentar a participação desses países nas exportações brasileiras. Antes disso, no dia 8 de maio, ele participa de uma reunião com todo o setor para tentar buscar soluções ao embargo imposto pelos europeus a 20 plantas brasileiras, anunciado dia 19 de abril. 

Alan Cosme/HiperNoticias

cidinho/caravana de tangara

Senador Cidinho Santos acompanhará Blairo Maggi na China e Turquia

“Eu vou acompanhar o ministro nessa missão e quando voltarmos da China, dia 20 de maio teremos uma reunião em Paris com ministros da agricultura de alguns países da União Europeia para reverter esse embargo. Trata-se de uma questão comercial. Aproveitaram de um levantamento da Polícia Federal de uma questão sanitária e usaram para questão comercial”, disse o senador Cidinho Santos, sócio da União Avícola Agroindustrial, de Nova Marilândia, arrendatária da BRF no município. 


O senador acredita que após as discussões em Paris seja possível reverter o embargo às plantas da BRF que não estão sob investigação, que no caso, foram apenas duas unidades alvos da Operação Trapaça, a terceira fase da Operação Carne Fraca, desencadeada em 5 de março.



“Foi constatado pela PF a possível alteração de laudo para salmonela em duas unidades e eles suspenderam todas as plantas. Não é justo uma planta nada a ver e você suspender os embarques por uma questão comercial e não sanitária”, reafirmou o senador. 



Resposta dura

 

Antonio Araújo/Mapa

Blairo Maggi

Maggi deu resposta dura e disse que vai brigar para manter mercado

O deslistamento de frigoríficos exportadores de aves à União Europeia deverá ser respondido pelo Brasil com a abertura de um painel na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países. Estamos corretos nesse pleito e que a Comunidade Europeia está errada. Podemos reparar isso e receber um tratamento conforme o Brasil precisa”, disse o ministro Blairo Maggi. 



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) encomendou um estudo que embasará o painel que o Brasil poderá apresentar na OMC contra a União Europeia. No painel proposto, deverão ser questionados os critérios determinados para os embarques de produtos salgados (com apenas 1,2% de sal adicionado), que são obrigados a cumprir critérios de análises para mais de 2,6 mil tipos de Salmonella.  Para que se tenha uma ideia, ao produto estritamente in natura (sem sal adicionado) pesam apenas análises para dois tipos de Salmonella.

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